É preciso vacinar contra a febre amarela em Minas Gerais?

Especialista esclarece essa dúvida, que fez muita gente correr para os postos de saúde em Belo Horizonte

por Vinícius Andrade 12/01/2017 08:07

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Sabia que o temido mosquito Aedes aegypti também é responsável pela transmissão da febre amarela, especialmente nos centros urbanos? (foto: Pixabay)
Apesar do surto de febre amarela estar concentrado nos vales do Mucuri e do Rio Doce, a população de Belo Horizonte está preocupada e já começou a buscar a vacina contra a doença nos postos de saúde. Existe um temor de que o vírus possa se espalhar pelo estado e chegar à capital mineira. Por isso, está ocorrendo uma verdadeira "corrida" pela imunização.

Segundo o infectologista Carlos Alessandro Pla Bento, praticamente está descartada a possibilidade da doença se espalhar pelos centros urbanos. "Dificilmente o vírus vai chegar à área urbana. Os casos se concentram nas zonas rurais, onde a população tem maior dificuldade para se vacinar, além da presença mais significativa dos vetores", explica o médico, que é membro da Sociedade Mineira de Infectologia.

Mas, para aqueles que ainda assim ficam temerosos, a vacinação é a forma mais segura de prevenção da febre amarela, segundo o infectologista, com eficácia que chega a 90%. Crianças a partir dos 9 meses já podem ser imunizadas. Conforme Carlos Alessandro, quem já recebeu duas doses da vacina não precisa se vacinar novamente.

A doença

O vírus é transmitido pela picada de mosquitos infectados – o Haemagogus, na versão silvestre, e o Aedes aegypti, na urbana. Os macacos são os principais hospedeiros do vírus. Quando o mosquito pica um animal doente, torna-se capaz de passar o micro-organismo para outros macacos e mesmo para o homem.

Casos em Minas

A secretaria de estado de Saúde de Minas Gerais atualizou, na noite de quarta-feira, dia 11 de janeiro, o boletim com dados sobre o surto de febre amarela. Segundo o documento, já chega a 48 o número de casos notificados com suspeita da doença, sendo que 16 são tratados como prováveis – ainda dependem de investigação epidemiológica. Entre os pacientes com suspeita da infecção, 14 já morreram.

Apesar do aumento no número de casos, o ministro da Saúde Ricardo Barros afirmou em entrevista na manhã de quarta (11) que não está configurado um quadro de surto de febre amarela em Minas. De acordo com ele, a situação pode ser controlada com a vacinação da população que vive em áreas de risco.

A cidade de Ladainha, no Vale do Mucuri, nordeste do estado, lidera o número de casos notificados, com 10 pessoas doentes. Na sequência aparecem os municípios do Vale do Rio Doce: Imbé de Minas (8), Piedade de Caratinga (6) e Caratinga (6).

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