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Estado de Minas INTERNACIONAL

Estados Unidos podem passar a exigir dados de redes sociais e até agenda de contatos de turistas estrangeiros

Segundo a emissora CNN, governo de Donald Trump quer combater qualquer tipo de 'ameaça terrorista'


postado em 30/01/2017 12:10

Depois de assinar um polêmico decreto na sexta, dia 27 de janeiro, impedindo, pelos próximos 90 dias, a chegada de turistas de sete países cuja população é de maioria muçulmana, e suspendendo, por 120 dias, a admissão de refugiados, o controverso presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer, agora, impor uma rígida norma aos visitantes estrangeiros. De acordo com informações obtidas pela rede de TV americana CNN, o governo do magnata republicano quer obrigar os turistas a revelarem dados de suas redes sociais, bem como fornecer toda a lista de contatos existentes no telefone celular.

A fonte ouvida pela CNN diz que essa possibilidade de apertar o cerco contra qualquer tipo de "ameaça terrorista" proveniente do exterior ainda está em fase de discussão. Mas, a ideia é que, se o visitante não disponibilizar as informações demandadas pelos oficias da imigração, ele será proibido de entrar nos Estados Unidos. O diretor de políticas da Casa Branca, Stephen Miller, teria afirmado ainda, em reunião no Departamento de Estado, que o governo deveria melhorar a capacidade de fazer com que os visitantes "abracem os valores adotados pelos americanos".

O acesso às informações das redes sociais dos turistas estrangeiros não é uma novidade. Durante o governo de Barack Obama, a imigração americana já solicitava a alguns visitantes que disponibilizassem, de forma voluntária, o acesso a esses dados. Porém, não havia uma retaliação oficial caso a pessoa se recusasse a entregar os dados pessoais.

No sábado, dia 28 de janeiro, Donald Trump emitiu um comunicado à imprensa, "esclarecendo" o decreto que havia acabado de assinar, e que inibe a visita de muitos muçulmanos e a recepção de refugiados. "Nós continuaremos a demonstrar compaixão por aqueles que sofrem com a opressão, mas faremos isso enquanto protegemos nossos cidadãos e eleitores. Isso não é um banimento dos muçulmanos, como a mídia está divulgando de forma mentirosa. Não é sobre religião. É sobre terrorismo e a manutenção da segurança em nosso país. Nossa prioridade será sempre a de proteger e servir o país, mas, como presidente, encontrarei uma forma de ajudar aqueles que estão sofrendo", esclarece o polêmico 45º presidente dos Estados Unidos, no texto enviado aos meios de comunicação.

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