Presidente da Fiocruz diz que é 'praticamente impossível' acabar com o Aedes aegypti

Para Nísia Trindade, seriam precisos diversos fatores para que o combate ao mosquito fosse eficiente

por Encontro Digital 31/01/2017 14:14

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Segundo a presidente da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, acabar com o mosquito Aedes aegypti é "praticamente impossível" (foto: Pixabay)
A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, disse nesta terça, dia 31 de janeiro, que, atualmente, é praticamente impossível erradicar o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, do zika vírus, da chikungunya e também da febre amarela nas cidades.

"O combate ao Aedes talvez seja o maior desafio da saúde pública, afinal, existe uma série de fatores que deveriam ser realizados para que esse combate fosse de fato eficiente e acabasse com o vetor dessas doenças. Hoje, é praticamente impossível acabar com ele", diz Nísia durante seminário sobre febre amarela e monitoramento de primatas em território fluminense, realizada na própria fundação, no bairro de Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro.

"Por isso, estamos aqui falando de controle de endemias, políticas sistemáticas de monitoramento etc. O Verão é a ocasião perfeita para a reprodução desse inseto, mas o combate tem que ser o ano inteiro, monitorando a saúde como uma só, tanto de seres humanos como de animais, já que os macacos fazem parte do ciclo silvestre da febre amarela", completa a presidente da Fiocruz.

Com relação à doença que está assustando os brasileiros no momento, especialmente em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, a febre amarela, Nísia Trindade faz questão de tranquilizar a população. "É importante salientar que o cenário não é de desespero. Temos vacina suficiente para aplicarmos naqueles que necessitam, e os que não precisam, peço que, por favor, não façam uso da medicação, pois estarão retirando do público-alvo", destaca a especialista.

(com Agência Brasil)

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