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Estado de Minas BEM-ESTAR

Professor tem papel essencial no diagnóstico da dislexia

Distúrbio neurológico pode ser identificado nas crianças em fase de alfabetização


postado em 26/01/2017 09:45

Segundo a Associação Brasileira de Dislexia, mais de 5% da população do país sofre com o distúrbio, que é genético e neurobiológico, e causa uma desordem nas informações recebidas pelo cérebro, inibindo o processo de entendimento das letras e interferindo na leitura e na escrita.

De acordo com a psicopedagoga Ana Regina Caminha Braga, o processo de leitura e escrita exige duas funções cerebrais, e no caso da pessoa com dislexia, uma delas acaba ficando limitada. "Os sintomas variam de pessoa para pessoa e do grau de dislexia apresentado. Dificuldades para ler, escrever ou soletrar podem ser sinais de alerta", explica a especialista.

O diagnóstico do distúrbio é outro problema, já que ele só consegue ser detectado no processo de alfabetização da criança. Mas, segundo a psicopedagoga, é bom ficar de olho, já que a partir dos 4 anos, a criança já pode spresentar indícios do problema. É nessa fase que o professor passa  ater papel primordial. Ele deve ficar atento às atitudes e dificuldades dos alunos, para poder ajudá-los.

Como mostra Ana Regina, é importante romper o preconceito dentro de sala, para que esses alunos consigam conviver com os demais e ter mais autoconfiança. "Cabe ao professor analisar a situação e ajudar o aluno a quebrar o estereótipo negativo ligado ao distúrbio. Uma boa opção para o docente é incluir atividades dinâmicas em sala, que ajudem a estimular o desenvolvimento da criança disléxica junto às demais", detalha a especialista.

Quanto mais cedo a dislexia for detectada, maiores as chances da criança obter sucesso ao longo de sua vida acadêmica e adulta, evitando frustrações tanto nos estudos quanto em trabalhos futuros. "O papel do professor é muito importante nesses casos. É importante que ele esteja atento ao comportamento dos alunos, para que, no menor sinal de dificuldade, as medidas necessárias possam ser tomadas em prol da criança disléxica", completa a psicopedagoga.

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