Um ano após anúncio do governo, repelentes não foram distribuídos a grávidas do Bolsa Família

Segundo o Ministério da Saúde, a demora na finalização da licitação para compra dos repelentes se deve à burocracia

por Encontro Digital 02/01/2017 10:11

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Um ano após o anúncio da distribuição gratuita de repelentes a grávidas do programa Bolsa Família, processo ainda está na fase de licitação (foto: Pixabay)
Um ano após o anúncio feito pelo governo federal, os repelentes prometidos a grávidas beneficiárias do programa Bolsa Família ainda não começaram a ser entregues. A licitação para a compra dos produtos começou em dezembro de 2016 e o processo ainda está em andamento.

A expectativa do Ministério da Saúde é de que, uma vez concluída a fase da licitação, os repelentes passem a ser entregues cerca de 15 dias depois. Ainda segundo a pasta, a burocracia comprometeu a agilidade do processo, já que houve dificuldade em encontrar empresas com capacidade de fornecer o produto em grandes quantidades.

Diante dos entraves, a nova previsão do governo federal é de que os repelentes comecem a ser distribuídos no fim do mês de janeiro – cerca de um mês após o início do Verão, período em que as chuvas intensas contribuem para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus.

O anúncio

Em janeiro de 2016, o governo federal anunciou que distribuiria gratuitamente repelentes a grávidas que participam do programa Bolsa Família. A ação buscava intensificar o combate ao mosquito, responsável pelo aumento dos casos de microcefalia no Brasil.

O ministro da Saúde à época, Marcelo Castro, informou que iria se reunir com fabricantes de repelentes para estudar a viabilidade de fornecer a quantidade necessária. Segundo ele, o governo trabalha com o número médio de 400 mil gestantes aptas a receber o produto em todo o país.

O decreto

Em abril do ano passado, a então presidente Dilma Rousseff assinou o decreto que instituía o programa de prevenção e proteção individual de gestantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica contra o Aedes aegypti.

De acordo com a publicação, se caracterizam como em situação de vulnerabilidade socioeconômica as gestantes que integram famílias beneficiárias do programa Bolsa Família.

A definição de quais os insumos que seriam adquiridos e distribuídos ficaria a cargo do Ministério da Saúde que, conforme o decreto, atuaria de forma conjunta com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para a implementação do programa.

(com Agência Brasil)

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