Conheça o novo SUV da Renault, o Captur

Ele já existe na Europa e na Rússia. No Brasil foi criado sobre a plataforma do Duster

por Fábio Doyle* 17/02/2017 09:14

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Rodolfo Buhrer/La Imagem/Renault
O novo Renault Captur, que é baseado no Duster, é vendido com duas opções de motorização e três versões de acabamento (foto: Rodolfo Buhrer/La Imagem/Renault)
SÃO PAULO (SP) – O ano automotivo no Brasil começou na segunda quinzena de fevereiro com o lançamento de um novo membro no segmento dos SUVs (utilitários esportivos). A iniciativa é da Renault com o Captur, que chega para concorrer na faixa mais concorrida do segmento, hoje disputado pelo Honda HRV, Jeep Renegade, Nissan Kicks, Ford Ecosport e Chevrolet Tracker, Hyundai Creta, entre outros.

O Captur oferecido ao consumidor brasileiro é similar ao que existe na Rússia, onde recebeu a grafia do nome iniciada com a letra "K" (Kaptur). Lá, como aqui, ele utiliza a mesma plataforma do Duster. Antes mesmo do questionamento, a Renault se adianta e garante que o Duster, quarto no ranking dos emplacamentos de 2016 (25.105 unidades), continua em produção e à venda no Brasil, disputando uma faixa abaixo à do Captur, que já começou a pré-venda e terá preços sugeridos entre R$ 78.900 e R$ 91.390.

O Captur, com  a letra "C", existe na Europa desde 2013. Só que lá ele utiliza a plataforma do Clio, que é mais refinada, mas é também menor.

O fabricante informa que o projeto do Kaptur russo foi desenvolvido pela engenharia da Renault no Brasil e que a versão brasileira, apesar da mesma base do Duster tem apenas três componentes comuns. Ressalta ainda que a parte eletrônica do Captur brasileiro é totalmente diferente. O sistema ESP, de controle de estabilidade, por exemplo, será de série em todas as versões.
Rodolfo Buhrer/La Imagem/Renault
(foto: Rodolfo Buhrer/La Imagem/Renault)

O novo SUV da Renault chega ao mercado com duas opções de motorização e três versões de acabamento. A primeira será equipada com motor de 1,6 l, 16 válvulas e potência de 120 cv com transmissão manual de seis velocidades ou, opcionalmente, CVT. Esta última chegará mais tarde. A versão mais cara (Intense) terá motor 2.0 com potência de 148 cv e o mesmo câmbio automático de quatro marchas que hoje equipa o Duster e o Oroch. A transmissão CVT, mais moderna só estará disponível, por enquanto, na versão com motor 1.6. Isso porque, segundo a Renault, a marca não possui transmissão CVT para esse motor 2.0, que é diferente do que propulsor equipa o sedã Fluence.

O material de divulgação do Kaptur russo enfatiza a tração 4x4. Essa opção, que caracteriza um off-road de verdade, no entanto não fará parte do pacote Captur no Brasil, pelo menos neste primeiro momento.
Rodolfo Buhrer/La Imagem/Renault
(foto: Rodolfo Buhrer/La Imagem/Renault)

Os destaques do Captur estão no design, que segue tendência mundial da marca e no espaço interno, que, segundo a Renault, é o maior da categoria, tanto para os passageiros como para a carga. O Captur é alguns milímetros mais comprido que o Duster, tem porta malas mais espaçoso (437 l), que se equipara ao do Honda HRV. Além disso, possui uma altura do solo maior que a do Duster e traz de série rodas aro 17.

O Renault Captur, que na Europa existe há quatro anos, já está uma nova geração sendo planejada lá fora, segundo informações da imprensa automotiva europeia. A segunda versão do crossover europeu deverá fazer sua estreia no início de 2019, no Salão do Automóvel de Genebra. A nova geração do Captur europeu será construída em uma nova plataforma, que está sendo testada sob mula de teste usando a carroceria do atual Clio Estate. Ao que parece, a nova base é a modular CMF-B, destinada a produtos médios da aliança Renault-Nissan.

* Viajou a convite da Renault do Brasil

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