Entenda como se dá o aneurisma, que vitimou a ex-primeira-dama Marisa Letícia

A doença é uma das principais causas de morte no Brasil, de acordo com um especialista

por Marcelo Fraga 06/02/2017 16:24

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Ricardo Stuckert/Presidência da República/Divulgação e Redebrasilavc.org.br/Reprodução
Segundo o médico, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) afeta 400 mil pessoas todos os anos no Brasil, vitimando 25% delas, ou seja, causa 100 mil mortes (foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República/Divulgação e Redebrasilavc.org.br/Reprodução)
Certamente, você conhece alguém que já sofreu um Acidente Vascular Cerebral, o famoso – e perigoso – AVC. A doença costuma deixar sequelas em suas vítimas, afetando a fala, o raciocínio ou, até mesmo, a capacidade de se movimentar. Recentemente, o problema foi um dos mais comentados na mídia por ter vitimado a ex-primeira-dama Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, levando-a à morte cerebral.

Ela entrou para uma estatística alarmante. De acordo com o médico e professor Octávio Marques Pontes-Neto, da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto, o AVC atinge mais de 400 mil pessoas, todos os anos, somente no Brasil. Ainda segundo ele, 25% destas vítimas, ou seja, 100 mil pessoas, não sobrevivem à doença.

Em entrevista à Rádio USP, ele explica que o caso de Marisa Letícia foi um AVC hemorrágico, causado pela ruptura de um aneurisma – que é uma deformidade na artéria cerebral. "O AVC hemorrágico é o tipo mais grave da doença, pois causa vazamento de sangue dentro do cérebro, aumentando significativamente a pressão na cabeça e reduzindo a irrigação no órgão, levando à morte", esclarece o médico.

Outro tipo comum de AVC é o isquêmico, que é mais simples porque não causa hemorragia, de acordo com Octávio Marques Pontes-Neto. Neste caso, como mostra o especialista, o problema ocorre por causa de uma obstrução na artéria cerebral. No entanto, ele alerta que, independente do tipo de AVC, é importante que a vítima seja atendida logo nas primeiras horas após o surgimento dos sintomas, para reduzir o risco de morte e evitar sequelas.

Diagnóstico

O aneurisma que levou ao AVC que matou a ex-primeira-dama Marisa Letícia foi diagnosticado há cerca de 10 anos. Você deve estar se perguntando, então, se havia alguma forma de tratá-lo e evitar o problema. Conforme Octávio Marques Pontes-Neto, quando uma pessoa é diagnosticada com aneurisma, o médico sempre avalia os riscos e os benefícios do tratamento. "Um aneurisma só pode ser solucionado por meio de cirurgia delicada, que pode trazer consequências. Em muitos casos, o melhor a fazer é acompanhar o problema e só realizar o procedimento cirúrgico caso o aneurisma aumente de tamanho e o risco de ruptura seja grande", esclarece o médico à Rádio USP.

Sintomas

O especialista reforça que o atendimento médico nas primeiras horas é fundamental para reduzir o risco de morte e de sequelas, em caso de AVC. Logo, é extremamente importante reconhecer os sintomas da doença, que surge repentinamente. São eles:

  • Dormência ou fraqueza de um dos lados do corpo

  • Perda de visão de um ou dos dois olhos

  • Dificuldade para falar ou entender

  • Perda da coordenação motora, principalmente dificuldade de andar

Causas

Octávio Marques Pontes-Neto afirma que 90% dos casos de AVC poderiam ser evitados. Isso porque existem grupos de pessoas que são mais suscetíveis à doença, por terem hábitos e problemas correlatos que podem levar a um Acidente Vascular Cerebral.

Doenças que aumentam o risco de AVC:

  • Hipertensão

  • Diabetes

  • Níveis altos de colesterol

Comportamentos de risco

  • Consumo excessivo de sal

  • Alcoolismo

  • Tabagismo

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