Estudo mostra que 60% dos diabéticos não fazem exames de visão regularmente

A saúde dos olhos é essencial para quem tem diabetes

por Da redação com assessorias 10/02/2017 14:01

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Diabéticos precisam fazer exames nos olhos anualmente, para evitar problemas mais graves que podem levar até à perda da visão (foto: Pixabay)
Diabéticos sabem que precisam monitorar uma série de coisas, como o que comem e o que bebem, além dos exercícios físicos que precisam praticar. Mas, um estudo realizado por médicos do Wills Eye Hospital, na Filadélfia, Estados Unidos, revelou que seis em cada 10 pacientes com diabetes deixam de fazer exames oculares anualmente. O estudo analisou perto de dois mil pacientes com mais de 40 anos, portadores dos tipos 1 e 2 da doença. Vale ressaltar que esse check up anual da visão é considerado fundamental justamente para que os pacientes não deixem de enxergar no médio ou longo prazo. Esse cuidado pode prevenir até 95% da perda de visão relacionada ao diabetes.

De acordo com o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, o paciente diabético deve dilatar a pupila todos os anos e se submeter a um exame ocular bastante minucioso. "O diabético pode apresentar problemas de visão a qualquer momento. Daí a importância de um acompanhamento oftalmológico frequente. Como o comprometimento da retina pode ser assintomático, sem alterações na qualidade da visão, o exame de fundo de olho é fundamental para detectar pontos e vasos sanguíneos propensos a romper e desencadear hemorragia. É sempre melhor investir na prevenção do que correr atrás do prejuízo depois", esclarece o especialista.

Pesquisas recentes apontam o sucesso das injeções intravítreas de antiangiogênicos em pacientes que correm o risco de adquiri a retinopatia diabética. Somente em casos raros há complicações, como descolamento da retina, formação de catarata e aumento ou redução da pressão intraocular. "O principal papel dos antiangiogênicos é a interrupção da perda de visão. Embora seja difícil recuperar a visão perdida, as injeções intravítreas impedem a progressão da doença, evitando que a pessoa acabe ficando cega. Com anestesia local e pupilas dilatadas, a injeção é aplicada diretamente no vítreo, camada gelatinosa localizada entre a retina e o cristalino", diz Renato Neves.

Esse tratamento precisa ser repetido em intervalos regulares para atingir resultados duradouros. Além disso, o paciente deve usar colírios antibióticos durante cerca de 30 dias. Ensaios clínicos demonstram melhora em até 34% da visão central e estabilização da visão em 90% dos casos.

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