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Estado de Minas EDUCAçãO

MEC nega que hackers tenham alterado o cadastro no Sisu de alguns candidatos do Enem

Um exemplo é o caso da jovem que supostamente teria tirado mil na redação e sido matriculada em curso de produção de cachaça


postado em 01/02/2017 08:16

Na terça, dia 31 de janeiro, circulou na internet boatos de que hackers teriam invadido algumas contas de candidatos que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 e que, com a invasão, alguns dados cadastrais teriam sido alterados, incluindo notas e opção de curso no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Um exemplo seria a jovem estudante Terezinha Gomes Loureiro Gayoso, de 23 anos, que mora na Paraíba. Segundo noticiou o site da revista Época, a candidata supostamente teve sua conta invadida e sua opção pelo curso de Medicina teria sido alterada para o de Produção de Cachaça no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, na cidade de Salinas.

Em entrevista para a revista, Terezinha disse que estava acessando normalmente o site do Sisu na segunda (30), mas, que, somente na terça (31), é que descobriu a suposta alteração em seu cadastro. "Não consigo acreditar que fizeram essa ruindade comigo", diz a jovem paraibana à Época. Além da mudança no curso, supostamente ela teria perdido a nota mil que havia tirado na redação do Enem.

A publicação ainda informou que a ação dos hackers teria sido planejada no domingo (29) e que mensagens em fóruns na internet comprovariam esse suposto planejamento.

Porém, em comunicado enviado à imprensa, o Ministério da Educação (MEC) esclarece que seus sistemas, incluindo o Sisu, não tinham qualquer indício de acesso indevido às informações dos estudantes cadastrados. "Há relatos na imprensa de casos pontuais de acesso indevido a dados pessoais de candidatos, que teriam possibilitado mudança de senha e de dados de inscrição, como a opção de curso. A senha é sigilosa e só pode ser alterada pelo candidato ou por alguém que tenha acesso indevidamente a dados pessoais do candidato. Casos individuais que forem identificados e informados ao MEC, como suposta mudança indevida de senha e violação de dados, serão remetidos para investigação da Polícia Federal", explica o ministério.

O MEC faz questão de mostrar que os dois casos mais divulgados na terça (31) não tiveram qualquer relação com invasão de hackers. Um deles, relacionado à candidata Gabriela de Souza Ribeiro, que teria perdido a nota máxima na redação do Enem 2016, na verdade, segundo mostra o Ministério da Educação, obteve apenas 460 pontos. "Constam dos registros do Sisu acessos com os dados da candidata nos dias 24 e 29 de janeiro, respectivamente, às 11h30 e 12h33, e em nenhum deles foi realizada inscrição em qualquer curso", diz o MEC no comunicado à imprensa.

O mesmo teria ocorrido com a paraibana Terezinha Gomes Loureiro Gayoso. "Constam dos registros do Sisu acessos nos dias 24 e 29 de janeiro, respectivamente, às 12h15 e 22h12. O sistema também apresenta três tentativas de acessos sem sucesso (no dia 24 de janeiro, sendo dois deles às 20h06 e o último às 20h07). A única opção de escolha de curso que está registrada é a do curso de produção de cachaça do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais – Campus Salinas", explica o MEC. O Ministério da Educação lembra ainda que a jovem da Paraíba estava incluída entre os candidatos de baixa renda e que, em 2011, ela ficou na lista de espera do Sisu por uma vaga no curso de Medicina.

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