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Estado de Minas ASTRONOMIA

Astrofísico brasileiro diz que seremos capazes de evitar choques de asteroides

O professor João Steiner, da USP, afirma que temos tecnologia para interceptar possíveis ameaças


postado em 14/03/2017 14:45

Astrônomos do mundo todo estão sempre atentos aos movimentos de asteroides que têm possibilidade de se chocarem com a Terra. Este é um trabalho constante da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) e de outras instituições no mundo, que avaliam os riscos dessa aproximação. Este ano, o "astrônomo" russo e teórico da conspiração Dyomin Damir Zakharovich afirmou que um asteroide apocalíptico atingiria nosso planeta no dia 16 de fevereiro e provocaria um mega tsunami.

Obviamente, a previsão do suposto astrônomo não se cumpriu, mas, o risco de uma colisão dessa natureza existe. Segundo o famoso astrofísico brasileiro João Steiner, professor da USP, choques de grandes meteoros são improváveis, mas possíveis.

O especialista disse à Rádio USP que há um grande número de astrônomos trabalhando ativamente para mapear todos os asteroides do nosso Sistema Solar, em particular, aqueles que têm algum risco de cruzar a órbita da Terra. "No passado, sabemos que essas colisões foram frequentes", destaca o astrofísico.

O professor se refere, principalmente, ao meteoro com 10 km de diâmetro que caiu na província de Yucatán, no México, há cerca de 65 milhões de anos, e que provocou a extinção dos dinossauros. De acordo com João Steiner, o impacto abriu uma cratera de 120 km e levantou uma enorme quantidade de poeira, que cobriu o planeta durante anos e causou a morte de toda a vegetação e de grande parte dos animais.

Tecnologia 'salvadora'

Para Steiner, um meteoro não é capaz de destruir a Terra, mas pode causar mortes em grandes proporções. Porém, ele destaca que a tecnologia pode ajudar a conter uma ameaça dessa magnitude.

"Se nós pudéssemos identificar um asteroide com raio de 10 km em rota de colisão com a Terra, com alguns anos de antecedência, poderíamos mandar um foguete com uma bomba atômica para explodi-lo ou, então, explodir uma bomba próxima a ele e desviar sua rota", sugere o especialista.

O professor da USP conta ainda que, em poucos anos, os astrônomos terão conhecimento de todos os objetos com diâmetro superior a 140 m que têm risco de colidir com a Terra. Um meteoro desse tamanho não ofereceria risco para a civilização, segundo o astrofísico.

(com Rádio USP)

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