Cerveja Proibida é chamada de machista e sexista

A cervejaria lançou uma bebida intitulada Puro Malte Rosa Vermelha Mulher, que não foi bem aceita pelos internautas

por Marcelo Fraga 10/03/2017 16:45

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Facebook/aproibida/Reprodução
Antônio Fagundes apresenta as novas bebidas da cervejaria Proibida, incluindo as polêmicas Puro Malte Rosa Vermelha Mulher, mais "feminina", e a Puro Malte Forte, para "machos" (foto: Facebook/aproibida/Reprodução)
Em meio à efervescência mundial das discussões sobre ideologia de gênero, sexismo e emponderamento feminino, o lançamento de uma cerveja feita especialmente "para a mulher" está causando polêmica. A ideia é da cervejaria brasileira Proibida, que colocou no mercado a bebida Puro Malte Rosa Vermelha Mulher, que, segundo os comerciais da empresa, é "delicada, perfumada e produzida especialmente para o público feminino".

Para divulgar a cerveja, que foi lançada em janeiro deste ano, a empresa escolheu o consagrado ator Antônio Fagundes. No vídeo publicitário, o artista apresenta aos telespectadores os novos produtos da cervejaria, entre eles, a bebida especial "para as mulheres". Antes disso, na mesma gravação, é mostrada a Proibida Puro Malte Forte, que, segundo o texto falado pelo ator das novelas da Globo, "possui sabor intenso e é uma cerveja para macho".

A distinção que a cervejaria faz, afirmando que a bebida mais forte é destinada aos homens e a mais fraca às mulheres, causou uma enorme polêmica na internet. Prova disso são os diversos comentários negativos na página da Proibida no Facebook, especificamente numa publicação que traz o comercial estrelado por Antônio Fagundes. "Gente, vocês não têm vergonha de veicular esse comercial, não?", questiona a usuária identificada como Caroline Ribeiro. Quem também criticou a equipe de profissionais responsáveis pelo comercial é a internauta Julia Nunes: "O estágio dos publicitários foi na Idade Média? Agora, podiam fazer uma 'pós' [graduação] no futuro, né? Fica a dica!". Outros usuários preferiram mostrar a indignação utilizando um emoji (símbolo) de vômito nos comentários.

Por outro lado, alguns internautas gostaram da ideia e não viram problema no sexismo adotado pela empresa. "Pouco importa a cor ou o nome que deram para a breja [sic]... O que importa, é que a breja [sic] seja boa", comenta a usuária Renata Gomes Leão, também no Facebook. "A Proibida só quis lançar um sabor diferenciado e fazer uma média com a mulherada, mas, homem pode consumir também", diz Lucas Cafezeiro.

Para se ter uma ideia do tamanho da polêmica, um post anterior na página da cervejaria, na rede social criada por Mark Zuckerberg, datado do dia 3 de janeiro, quando a empresa anunciou a chegada dos novos produtos ao mercado brasileiro, foram mais de 6,4 mil comentários e 11 mil "reações" ao lançamento, entre críticas e demonstrações de apoio à cerveja Proibida.

Confira, abaixo, ao comercial polêmico da cervejaria brasileira:

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