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Estado de Minas BRASIL

Jair Bolsonaro responde padre que o acusou de homofóbico

Durante a missa do 1º domingo da Quaresma, o padre Júlio Lancellotti criticou o comportamento do deputado, que chamou de machista e homofóbico


postado em 07/03/2017 13:50 / atualizado em 08/03/2017 08:18

No domingo, dia 5 de março, o padre Júlio Lancellotti aproveitou a primeira missa da Quaresma para criticar as pessoas que têm comportamentos machistas e homofóbicos. Perante os fieis que estavam reunidos na paróquia de São Miguel Arcanjo, em São Paulo, o pároco fez questão de citar o nome do polêmico deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). "Numa sociedade como a nossa, eu fico impressionado e não tenho medo de dizer que uma pessoa homofóbica e violenta, como o Bolsonaro, é seguida por tanta gente no Brasil. Isso é vergonhoso!", comenta Lancellotti na homilia.

O vídeo com a crítica do padre está circulando no Facebook e já recebeu resposta do político carioca. "O padre Julio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua, acusa-me de absurdos. Esse padre foi acusado de pedofilia, além de ser militante do PT. Na ocasião, teve como advogado, Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado filiado ao PT e ligado ao MST. Como católico, cumprimento a grande maioria dos padres brasileiros que têm em Deus, a palavra da fé e da verdade", diz Jair Bolsonaro em publicação feita no Facebook nesta terça, dia 7 de março.

Como se sabe, o responsável pela paróquia de São Miguel Arcanjo em SP é apoiador do Partido dos Trabalhadores e reconhecido pela luta em prol da população mais pobre. No vídeo da missa, Júlio Lancellotti ainda acusa Jair Bolsonaro de "incitar a violência e o extermínio de gays". "[Ele] propõe, até como alguns católicos, que  homem vale mais que a mulher, e que ela deva ser submissa. Isso é inaceitável no tempo em que vivemos. Temos que discernir se naquilo que falamos isso está presente. Não pode ser aceito", afirma o religioso.

Bolsonaro também publicou um vídeo respondendo às acusações do padre. O deputado fez questão de lembrar o caso da denúncia de pedofilia contra Lancellotti, que ganhou o noticiário brasileiro em 2007. "Esse padre já foi acusado de pedofilia. Inclusive, para o pai do garoto ele deu R$ 50 mil, incluindo um Mitsubishi Pajero. No mais, ele é um ferrenho defensor do PT. Agora, usar a igreja, o nome de Deus para blasfêmia e calúnia, é o fim, um absurdo. Até as eleições de 2018, é daí para pior comigo", reclama o político carioca.

A primeira homilia da Quaresma de Júlio Lancellotti não teve apenas acusações contra Jair Bolsonaro. O padre também convidou os católicos a ajudar os mais pobres e a lutar contra a cultura do estupro.

Assista, abaixo, à 'famigerada' missa do pároco:

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