Pequena alteração da tireoide já pode trazer riscos à saúde, diz estudo

Atividade pouco abaixo do normal já pode estar associada a problemas cardíacos e diabetes tipo 2

por Encontro Digital 22/03/2017 08:17

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YouTube/Nucleus Medical Media/Reprodução
Segundo o estudo realizado na Universidade de Harvard (EUA), mesmo o início do hipotireoidismo pode representar risco de problemas cardíacos e diabetes tipo 2 (foto: YouTube/Nucleus Medical Media/Reprodução)
Uma pesquisa realizada com 3.321 mulheres revela que a atividade pouco abaixo do normal da glândula tireoide (hipotireoidismo subclínico) ou mesmo em níveis hoje considerados normais, podem estar associados ao risco de problemas cardiovasculares e diabetes tipo 2. Mulheres aparentemente saudáveis, mas com algum aumento do hormônio que estimula o funcionamento da tireoide, o TSH, apresentaram sub-partículas de colesterol e um marcador inflamatório associados a doenças cardiovasculares e ao diabetes. O estudo foi realizado na Escola de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Os resultados foram publicados na revista científica Journal of the Endocrine Society. A tireoide é uma glândula do corpo humano, localizada no pescoço, que regula a produção e consumo de energia do organismo (metabolismo). "O funcionamento da tireoide é estimulado pelo hormônio TSH, produzido por outra glândula, a hipófise, que fica no cérebro. A tireoide produz o hormônio T4 Livre, que modula o metabolismo e tem efeito em todos os sistemas do organismo", esclarece o clínico geral e cardiologista Paulo Henrique Harada, pós doutorando do Hospital Universitário da USP, que participou da pesquisa americana.

No estágio clínico do hipotireoidismo há uma queda na produção do T4 Livre. Segundo os médicos, esse quadro está claramente ligado ao desenvolvimento de diabetes e problemas cardiovasculares. "No entanto, há um estágio intermediário chamado de hipotireoidismo subclínico, no qual a tireóide mantém níveis normais de T4 Livre estimulada pela produção extra de TSH na hipófise. Apesar de neste estágio as pessoas habitualmente não apresentarem qualquer sintoma, suspeita-se que possa estar atrelado a maior risco futuro de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2", afirma o médico da USP.

De acordo com Harada, não há um consenso na comunidade científica sobre a associação de hipotireoidismo subclínico com o risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. "Assim, nosso estudo buscou identificar se havia relação entre o hipotireoidismo subclínico com uma série de marcadores de risco para essas doenças", comenta o pesquisador.

(com Jornal da USP)

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