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Estado de Minas MERCADO

Confira dicas para não errar na hora de comprar peixe na Semana Santa

A Emater-MG esclarece alguns cuidados que o consumidor deve ter, especialmente com o pescado in natura


postado em 10/04/2017 12:29

Como é normal nesta época do ano, o mercado de venda de peixes em Minas Gerais se torna muito aquecido. De acordo com a Emater-MG, o consumo de peixe no estado durante a Quaresma cresce cerca de 20% e, na Semana Santa, ele chega a dobrar em relação a outras épocas do ano.

De olho no aumento da demanda, peixarias e supermercados reforçam os estoques e anunciam promoções. Porém, a instituição alerta o consumidor para ficar atento na hora de escolher o peixe. O primeiro ponto a ser observado é a refrigeração. "No caso dos locais que vendem peixe fresco, o produto deve estar coberto por uma camada espessa de gelo. Indicamos que, na hora de fazer a compra no supermercado, ele deve ser o último item da lista, para não ficar muito tempo fora do ambiente refrigerado", explica Vanessa Gaudereto, assessora técnica de Pesca, Piscicultura e Meio Ambiente da Emater-MG.

Ela lembra ainda que o peixe deve estar com olhos brilhantes, salientes, sem manchas brancas no centro e deve ocupar toda a cavidade ocular. As brânquias devem ter a cor rosa ou vermelho intenso, e precisam estar úmidas e brilhantes. Já as escamas, devem estar bem aderidas ao corpo, além de terem aspecto brilhante e sem mancha. "Se tiver a oportunidade, o consumidor deve solicitar ao atendente que aperte a carne do pescado com o dedo. Se a marca não desaparecer em pouco tempo, escolha outro peixe, pois, possivelmente, esse não está fresco", diz a especialista.

No caso do peixe salgado e seco, conhecido no Brasil como "tipo bacalhau", a dica é verificar se ele não está amolecido, sem manchas escuras ou avermelhadas. O local de venda deve ser bem limpo, protegido, sem a possibilidade de contato dos clientes, que não devem tocar no produto para evitar contaminação.

Congelados

No caso dos peixes congelados, a dica é ficar de olho na embalagem. "O primeiro ponto é verificar se ele possui selo de inspeção federal ou estadual. A temperatura de refrigeração também está indicada na embalagem e deve ser seguida pelo estabelecimento. Outro ponto importante é a ausência de líquidos na embalagem. Se houver, indica que o peixe já foi descongelado e congelado novamente", explica Vanessa Gaudereto.

De acordo com a representante da Emater-MG, o consumidor também deve prestar atenção ao cheiro do pescado. "Cheiro muito forte não é um bom sinal. A carne do pescado é muito perecível, por isso, pode estragar mais rápido que as outras, além de ser um ótimo alvo para micróbios, que podem se multiplicar rapidamente em temperaturas entre 5 a 65º C", diz a especialista.

Para o descongelamento do peixe, a melhor forma é deixar na parte de baixo da geladeira, dentro de uma bacia, de um dia para o outro, e sem retirar ou abrir a embalagem original. "Se não houver muito tempo, o descongelamento em água também é viável, mas com alguns cuidados. O peixe deve ser imerso em uma vasilha com água, devidamente embalado, para não entrar em contato com o líquido. De preferência, a bacia deve ficar dentro da geladeira, principalmente se a temperatura ambiente estiver muito elevada", esclarece a assessora da Emater-MG.

Para quem tiver ainda mais pressa, a utilização do micro-ondas também pode ser uma opção, mas é preciso cuidado, pois o peixe pode acabar cozinhando, antes mesmo do descongelamento total. Assim, ele perde sua estrutura e alguns nutrientes com o aquecimento inadequado.

(com Agência Minas)

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