Crianças devem ficar menos tempo sentadas, diz especialista

Segundo um pediatra, as atividades físicas nas escolas ajudam a aumentar a capacidade de aprendizado dos alunos

por Da redação com assessorias 24/04/2017 11:52

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Alessandra Coelho/PMRJ/Divulgação
Como mostra o médico, exercícios físicos regulares nas escolas, em conformidade com o ensino, ajudam a aumentar a capacidade de aprendizado dos alunos (foto: Alessandra Coelho/PMRJ/Divulgação)
É praticamente um senso comum que crianças devem ficar sentadas durante todo o período em que estão dentro das salas de aula. Porém, algumas evidências apontam que fazer breves intervalos com atividades, durante o dia, pode ajudar os pequenos a aprender e a serem mais atentos. "Precisamos reconhecer que as crianças 'são movimento'. Nas escolas, às vezes, agimos contra a natureza humana, pedindo-lhes para ficar quietas e sentadas o tempo todo. Caímos na armadilha de pensar que se as crianças estão em suas mesas, com suas cabeças para baixo, silenciosas e escrevendo, estão aprendendo. Mas, o que descobrimos é que o tempo ativo usado para energizar o cérebro torna os momentos de aprendizagem ainda melhores", afirma o pediatra Moises Chencinski.

Um estudo, publicado em janeiro deste ano pela Universidade de Lund, na Suécia, mostra que os alunos, especialmente os rapazes, que faziam educação física diariamente tinham melhores resultados na escola. "A atividade física diária é uma oportunidade para a escola média se tornar de alto desempenho. A atividade ajuda o cérebro de muitas maneiras, como a estimulação de mais vasos sanguíneos para suportar as células cerebrais. E há evidências de que crianças ativas se saem melhor em testes padronizados e prestam mais atenção na escola", destaca o especialista.

O movimento ativa todas as células cerebrais que as crianças estão usando para aprender – é como se 'acordasse' o cérebro. Além disso, as atividades fazem com que as crianças queiram ir mais à escola, por estarem associadas à diversão. Mas, mesmo diante das evidências científicas, as instituições de ensino ainda apostam nas atividades acadêmicas. É raro encontrar escolas que ofereçam aulas diárias de educação física.

"As crianças, assim como os adultos, não devem ficar sentadas o dia todo, recebendo informações", observa Moises Chencinski.

Nos Estados Unidos, a Associação Nacional de Estudos Sobre Exercício Físico produziu uma série de vídeos de três a cinco minutos chamados BrainErgizers, que estão sendo usados em escolas de 15 estados americanos, no Canadá, no México, na Irlanda e na Austrália. Uma versão do programa está disponível para as escolas sem nenhum custo. Ele é projetado para que de três a cinco vezes por dia, os professores possam reservar alguns minutos para que os alunos assistam a um vídeo e sigam as dicas dadas pelos instrutores. Numa das gravações, é feito um aquecimento rápido para, então, propor às crianças que participem de um mini-treino envolvendo movimentos de vários esportes, como beisebol, basquete e triatlo.

"Ao final de uma semana, as crianças têm uma hora ou mais de movimento. E tudo é feito na sala de aula sem equipamentos especiais. A proposta não é substituir as aulas de educação física, o objetivo é oferecer às crianças mais minutos de movimento por semana. A introdução dos vídeos dá às crianças uma chance de experimentar esportes que elas nunca tenham experimentado antes. Esta é uma geração digital que espera se divertir, e a proposta desse movimento é usar a tecnologia para que as crianças se movam mais e se mantenham entretidas", explica o pediatra.

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