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Estado de Minas BEM-ESTAR

Envelhecimento da população alerta para a Síndrome Locomotora

Condição é pouco conhecida, mas causa vários problemas de mobilidade nos idosos


postado em 26/04/2017 13:21

O mundo está envelhecendo mais rápido do que percebemos e, com isso, cresce o número de doentes crônicos. Estimativas da Organização Mundial de Saúde apontam que o número de idosos quase triplicará no Brasil até 2050, representando 30% da população. Os que já somam mais de 60 anos de vida são os principais acometidos por artrose, osteoporose e desgastes articulares – compondo, assim, um grupo suscetível à Síndrome Locomotora, caracterizada pela perda de funcionalidade do indivíduo.

Segundo a geriatra Daniela Tavares, da Sociedade Brasileira para Estudos da Dor, o termo Síndrome Locomotora foi criado por especialistas japoneses em 2007 para designar pacientes ortopédicos que manifestam dificuldades para se locomover, além de fortes dores e perdas frequentes de equilíbrio. "O diagnóstico é feito por meio de um simples questionário que identifica idosos sob alto risco de tornarem-se dependentes de cuidados e, concomitantemente, elevar o gasto em saúde pública. A condição é em decorrência de desordem locomotora, ou seja, na articulação, no osso, no músculo e no disco vertebral da coluna", esclarece a médica.

Reclamações recorrentes de dor; dificuldade para andar, para subir escadas, para atravessar a rua e para colocar uma meia; perda do equilíbrio; e quedas frequentes são alguns dos sinais que os familiares devem ficar atentos e que podem indicar a presença da Síndrome Locomotora. "Importante não confundir com características da idade e achar que é normal. Essa confusão acontece na população em geral e também com muitos médicos não geriatras. Não é alto natural do envelhecimento", frisa a especialista. "Esta síndrome atenta que o idoso está perdendo funcionalidade, tornando-se menos independentes", completa Daniela Tavares.

Estilo de vida

Para evitar que se adquira o problema, é fundamental tratar comorbidades pré-existentes, como diabetes e hipertenção, bem como praticar atividades físicas regularmente, controlar o peso e manter dieta saudável. "Exercícios que evitam desgaste articular e preservam o equilíbrio são importantes para prevenir que a síndrome se instale. Além disso, também é preciso atentar sobre a circunferência abdominal e o ganho de peso", alerta a geriatra.

Não existe medicação específica para o tratamento de Síndrome Locomotora. É possível apenas aliviar as dores que coexistem com esta condição. De acordo com a médica, o problema está atrelado fortemente com a dor crônica, que acomete 60 milhões de brasileiros, segundo dados da Sociedade Brasileira para Estudos da Dor.

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