Ministro do Planejamento diz que sem reforma da Previdência, país pode 'quebrar'

Dyogo Oliveira esclarece que reforma não vai afetar aposentados e pensionistas

por Encontro Digital 26/04/2017 12:05

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação
"O déficit da Previdência só aumenta e está corroendo o orçamento de todas as áreas do governo", diz o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação)
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse na terça, dia 25 de abril, que, sem a aprovação da reforma da Previdência (Proposta de Emenda à Constituição 287/16), a dívida pública brasileira deve entrar numa "rota insustentável" e pode "quebrar" o país. "Fazer a reforma agora nos permite ter controle do processo e decidir o que queremos da Previdência. Alguns países não aproveitaram isso, fizeram quando perderam o controle e tiveram que cortar benefício, congelar salários, fazer confiscos, uma reforma radical", comenta o ministro, durante debate sobre a reforma da Previdência promovido pelo jornal Correio Braziliense.

Ao apresentar a defesa da reforma, Dyogo Oliveira disse que a proposta do governo não prevê aumento de carga tributária sobre trabalhadores ativos e inativos. "Os aposentados não estão sendo afetados. Os pensionistas estão protegidos. Tem uma regra de transição de 20 anos para se chegar no que será a regra definitiva. A regra de cálculo do valor de benefício preserva todo mundo que ganha salário mínimo", afirma o ministro.

Os gastos da União com a Previdência Social também foram apontados por Dyogo como um aspecto que compromete outras áreas do governo. "O déficit da Previdência só aumenta e está corroendo o orçamento de todas as áreas do governo, que não tem dinheiro para saúde, educação", diz. O ministro lembra ainda que 55% dos recursos da União são destinados à Previdência.

Para Dyogo Oliveira, a medida será aprovada no Congresso Nacional mesmo após a dissidência de parlamentares do PSB, base aliada do governo, que se posicionaram contra as reformas da Previdência e trabalhista. "Há um tempo de amadurecimento disso no Congresso. O trabalho está sendo feito e a gente está bastante confiante", comenta.

(com Agência Brasil)

Últimas notícias

Comentários