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Estado de Minas MEIO-AMBIENTE

Prefeitura de Belo Horizonte divulga oficialmente a nova condição da lagoa da Pampulha

Como mostra a PBH, desde dezembro de 2016 a represa está com a água de Classe 3, que permite pesca e iatismo, por exemplo


postado em 24/04/2017 15:58

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) apresentou no sábado, dia 22 de março, o resultado do trabalho de recuperação da qualidade da água da lagoa da Pampulha. As metas estabelecidas em contrato para a primeira etapa das obras, que correspondem ao enquadramento do espelho d'água nos padrões de Classe 3, foram alcançadas no final de dezembro de 2016.

Essa classificação permite, por exemplo, a recreação de contato secundário com a água, ou seja, a prática de atividades em que o contato seja esporádico ou acidental e a possibilidade de sua ingestão seja pequena, tais como a pesca amadora e o iatismo.

A Pampulha é alimentada por oito córregos, recebe poluição difusa e o lançamento de resíduos que, por muitos anos, se acumularam e criaram um problema ambiental enorme. Segundo a PBH, para se chegar ao resultado de agora, foi necessário remover 850 mil m³ de resíduos do fundo da lagoa.

Responsável pelo detalhamento técnico do trabalho executado, Ricardo Aroeira, gerente de Gestão de Águas Urbanas da secretaria de Obras, alertou para o fato de que, mesmo com o sucesso da limpeza da água, agora enquadrada na Classe 3, ainda não é recomendável navegar e pescar na lagoa. "É preciso criar um plano de manejo que discipline o uso da lagoa da Pampulha como, por exemplo, quanto aos tipos e tamanhos de barcos, e a frequência com que poderão circular. Em relação à pesca, será necessário um estudo para saber se os peixes são adequados ao consumo. Tudo Isso será feito com a cautela necessária", esclarece o gestor.

Recuperação da água

Os trabalhos de recuperação da qualidade da água da lagoa da Pampulha começaram em março do ano passado. O investimento foi de cerca de R$ 30 milhões, numa ação do programa Pampulha Viva, financiado pela PBH, pelo Banco do Brasil e pelo BDMG. Nos próximos meses, a empresa contratada dará sequência às atividades de manutenção da qualidade da água, que deverá permanecer atendendo aos parâmetros da Classe 3.

Na lagora, estão sendo usados dois produtos químicos. Um tem a função de degradar o excesso de matéria orgânica e reduzir a presença de coliformes fecais (bactéria E. coli). O outro é capaz de promover a redução de fósforo e controlar a propagação de alga. A PBH esclarece que os produtos são registrados junto ao Ibama e testados em outros lugares do Brasil e do exterior, com excelentes resultados.

Em ação complementar, a Sudecap realiza diariamente a limpeza do espelho d'água. O volume diário de lixo recolhido é de cerca de 10 toneladas durante o período de estiagem e de 20 toneladas no período chuvoso.

Saneamento

Outro fator fundamental para a garantia da qualidade da água da lagoa é que as metas estabelecidas pela Copasa sejam cumpridas, em relação à ampliação da cobertura do sistema de esgotamento sanitário na bacia hidrográfica da Pampulha, inclusive com investimentos em manutenção preventiva e corretiva, de forma a minimizar ocorrências de vazamentos que venham a aumentar a carga de poluição afluente à represa.

A prefeitura lembra que mesmo com o enquadramento da água na Classe 3, ela continuará sujeita a variações de qualidade, pois se trata de um lago urbano, que é constantemente afetado por fontes poluidoras, como a promovida pela chuva, eventuais vazamentos no sistema de esgoto sanitário e o lançamento de efluentes domésticos ou industriais clandestinos.

(com Ascom da PBH)

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