Publicidade

Estado de Minas ECONOMIA

Soja e minério de ferro ajudam o Brasil a ter superávit da balança comercial

Em março, o Brasil registrou saldo positivo da balança comercial em US$ 1,397 bilhão


postado em 25/04/2017 14:17

As exportações de soja e de minério de ferro estão ajudando o país a registrar saldo positivo na conta de transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com o mundo.

Em março, foi registrado o primeiro saldo positivo (US$ 1,397 bilhão) para o mês desde 2007, e a expectativa do Banco Central (BC) é que o país volte a obter superávit em abril. A estimativa do BC é que o superávit em transações correntes fique em US$ 1,4 bilhão neste mês.

O resultado de março surpreendeu o BC, que projetava déficit de US$ 1,5 bilhão. "O que responde por essa diferença é fundamentalmente o desempenho da balança comercial. Tivemos um superávit da balança comercial bastante significativo no mês", diz Tulio Maciel, chefe do departamento econômico do banco.

Em março, o superávit comercial chegou a US$ 6,935 bilhões e acumulou US$ 13,816 bilhões no primeiro trimestre, contra US$ 4,241 bilhões e US$ 7,766 bilhões, nos mesmos períodos de 2016.

De acordo com Maciel, as exportações de soja cresceram 16% em março e 40% no primeiro trimestre. "O minério de ferro tem sido destaque também", acrescenta o especialista. Segundo ele, os preços do minério de ferro estão em alta, o que aumenta o valor das exportações brasileiras. No total, acrescenta, os preços das exportações estão crescendo acima de 20%. De acordo com Maciel, o volume exportado também cresce, mas em ritmo menor: 1,5%, no primeiro trimestre deste ano contra igual período de 2016.

Ainda segundo Maciel, os dados parciais das exportações de abril indicam que o país voltará a registrar superávit nas contas externas. Até a terceira semana do mês, o superávit comercial chegou a US$ 5,2 bilhões, superando o resultado de todo o mês em 2016 (US$ 4,9 bilhões).

Apesar do resultado positivo em março, no acumulado do ano, as transações correntes registram déficit de US$ 4,624 bilhões, no primeiro trimestre. Tulio Maciel destaca, porém, que a entrada de investimento direto no país, recursos que vão para o setor produtivo da economia, supera o saldo negativo. Em março, o investimento chegou a US$ 7,109 bilhões e, no primeiro trimestre, a US$ 23,943 bilhões.

Marciel lembra que o investimento direto é a melhor forma de financiar o déficit nas contas externas porque é um recurso que se incorpora à atividade produtiva do país e permanece por período longo, gerando renda e impostos.

(com Agência Brasil)

Os comentários não representam a opinião da revista e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade