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Estado de Minas SAúDE

Boa notícia: Ministério da Saúde decreta fim da emergência gerada pelo zika vírus

Entre 2016 e 2017 houve redução de quase 100% nos casos da doença transmitida pelo Aedes aegypti


postado em 11/05/2017 14:38

O Ministério da Saúde declarou nesta quinta, dia 11 de maio, o fim da emergência nacional devido à epidemia de zika vírus e sua associação com microcefalia e consequências neurológicas decretada, que teve início em novembro de 2015. Segundo a pasta, o Brasil não preenche mais os requisitos exigidos para manter o estado de emergência, segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ou seja, os casos não são mais incomuns ou inesperados.

"Já há conhecimento científico suficiente", diz Adeilson Loureiro, secretário nacional de Vigilância em Saúde. "A própria mobilização do ponto de vista de pesquisa, de insumos e de recursos foi suficiente. Os estudos continuam, e vamos prosseguir na rotina de combate às arboviroses", completa o especialista.

A decisão ocorre 18 meses depois da decretação de emergência, segundo o ministério, em um momento de queda nos casos de zika e microcefalia em todo o país. Até 15 de abril deste ano, foram registrados 7.911 casos de zika, uma redução de 95,3% em relação a 2016, quando ocorreram 170.535 notificações.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, os dados de microcefalia têm apresentado redução importante no número de casos novos notificados a cada semana, desde maio de 2016. Os casos novos mensais têm se mantido em 2%, desde janeiro deste ano; no pico dos casos de microcefalia, em dezembro de 2015, foi registrado aumento de 135% nas notificações.

"Do ponto de vista prático, não tem nenhuma mudança na assistência, na vigilância ou no diagnóstico", afirma Adeílson Loureiro, reforçando que a retirada da emergência não enfraquece as políticas públicas que foram implantadas no período.

Os critérios internacionais de avaliação de risco para decretar e manter o estado de emergência são: o impacto do evento sobre a saúde pública; se o evento é incomum ou inesperado; se há risco significativo de propagação internacional; e se há risco significativo de restrições ao comércio ou viagens internacionais.

Para o ministério, o conjunto de ações voltadas para a eliminação dos mosquito Aedes aegypti contribuiu para a diminuição dos casos. Além disso, há uma maior proteção pessoal da população, escassez de chuvas em determinadas regiões do país e a imunização natural que as pessoas adquirem ao ter alguma das doenças em anos anteriores.

(com Agência Brasil)

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