Brasil deve voltar a exportar a vacina contra febre amarela

Devido ao surto em alguns estados brasileiros este ano, especialmente em Minas Gerais, a exportação havia sido suspensa

por Encontro Digital 23/05/2017 15:39

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Pedro Ventura/Agência Brasília/Divulgação
A vacina contra a febre amarela é produzida pelo laboratório Bio-Manguinhos, da Fiocruz, o maior fabricante mundial desse tipo de imunizante (foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/Divulgação)
O governo brasileiro vai voltar a exportar a vacina contra a febre amarela. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a 7ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça. A previsão da pasta é que, a partir de julho, um milhão de doses sejam disponibilizadas a cada mês, totalizando cinco milhões para exportação até o fim do ano. "Reafirmo o compromisso brasileiro com o cumprimento das cotas acordadas de produção de vacina para exportação e atestamos ainda a eficácia da vacina produzida no Brasil", diz Ricardo Barros.

Durante o encontro, o ministro garantiu que, após o fim da campanha nacional de vacinação contra a gripe, previsto para 26 de maio, o governo vai intensificar a vacinação contra a febre amarela em locais onde não havia anteriormente recomendação de imunização, como Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. "Estamos em plena condição de fazer a vacinação em locais com alta densidade populacional e devemos agir preventivamente em áreas onde não havia recomendação para vacinação, como os estados próximos a Minas Gerais, onde tivemos o foco da doença", explica.

A estratégia de vacinação, segundo comunicado divulgado pela pasta, será feita de forma escalonada para que haja vacina suficiente a todos os estados.

Desde fevereiro deste ano, em razão do surto de febre amarela em diversos estados brasileiros, o laboratório Bio-Manguinhos, da Fiocruz, maior produtor de vacinas da febre amarela no mundo, deixou de exportar o imunobiológico para atender a demanda nacional.

A previsão é que, a partir de julho, as vacinas exportadas pelo Brasil sejam compradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e façam parte de uma espécie de fundo de vacinas que será distribuído aos países em caso de emergência.

O laboratório conta atualmente com uma produção de cerca de seis milhões de doses mensais da vacina contra a febre amarela. A expectativa é que, até o final deste ano, uma nova fábrica entre em funcionamento e contribua com a produção de quatro milhões de doses, totalizando 10 milhões ao mês em 2018.

(com Agência Brasil)

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