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Estado de Minas CIêNCIA

Princípio ativo da maconha pode melhorar a memória, diz estudo alemão

O THC atuaria diretamente no cérebro, favorecendo funções cognitivas


postado em 09/05/2017 09:55

Não é raro ouvir piadas relacionando o uso da maconha a supostos problemas de memória. Ironicamente, a ciência pode estar perto de provar exatamente o contrário. Um estudo realizado na Universidade de Bonn, na Alemanha, descobriu que o THC – sigla para tetrahidrocanabinol –, pode ser um grande aliado para melhorar as funções cognitivas. A substância é um dos princípios ativos da Cannabis sativa, planta que dá origem à famosa droga.

De acordo com o portal de notícias científicas LiveScience, para realizar o estudo, os pesquisadores alemães aplicaram, diariamente, pequenas doses de THC em ratos de laboratório e, após um mês, observaram que o funcionamento do cérebro dos animais "melhorou significativamente". Os cientistas chegaram a essa conclusão após submeterem os roedores a algumas tarefas que permitiam testar funções cognitivas, como memória e capacidade de aprender.

Uma dessas atividades consistiu em colocar os ratos em um tanque de água que possuía apenas uma forma de escapar. Os animais que receberam as doses do THC tiveram maior facilidade para se livrar da água pela única passagem disponível, enquanto os roedores que não foram tratados com a substância não conseguiram ou tiveram dificuldade para se desvencilhar da situação.

Os pesquisadores da Universidade de Bonn também estudaram como o princípio ativo da Cannabis sativa atuou no cérebro dos ratos. Eles concluíram que a região do hipocampo foi a que mais interagiu com o THC. Isso, de acordo com os cientistas, fez com que o cérebro dos roedores mais velhos rejuvenescesse. Por outro lado, eles concluíram que o cérebro dos ratos mais jovens envelheceu, o que pode ser um aspecto negativo para possíveis aproveitamentos da substância em seres humanos.

No entanto, os especialistas ressaltam que são necessários mais testes para se afirmar que o uso do THC é, de fato, benéfico para melhorar as funções cognitivas das pessoas, em especial dos idosos. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica americana Nature Medicine.

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