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Estado de Minas ECONOMIA

Copom reduz taxa Selic pela sexta vez consecutiva

Agora, os juros básicos da economia estão em 10,25% ao ano


postado em 01/06/2017 08:54

Pela sexta vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia, mais conhecidos como a taxa Selic. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) do banco reduziu a Selic em um ponto percentual. Ela passou de 11,25% para 10,25% ao ano. A decisão, divulgada na quarta, dia 31 de maio, era esperada pelos analistas financeiros.

Com a redução, a Selic chega ao menor nível desde janeiro de 2014, quando estava em 10% ao ano. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

Em comunicado, o comitê destaca que a inflação continua em queda e que o cenário internacional segue favorável para o Brasil. O Banco Central, no entanto, informa que o aumento das incertezas em relação ao clima político e ao andamento das reformas pode levar à redução do ritmo de corte da taxa Selic nas próximas reuniões.

"O Copom ressalta que a extensão do ciclo de flexibilização monetária dependerá, dentre outros fatores, das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira. O comitê entende que o aumento recente da incerteza associada à evolução do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira dificulta a queda mais célere das estimativas da taxa de juros estrutural e as torna mais incertas. Essas estimativas continuarão a ser reavaliadas pelo comitê ao longo do tempo", informa o órgão do BC, em nota à imprensa.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,14% em abril, no menor nível da história registrado para o mês.

Nos 12 meses terminados em abril, o IPCA acumula 4,08%, a menor taxa em 12 meses desde julho de 2007. Até o ano passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos, podendo chegar a 6,5%. Para este ano, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano.

(com Agência Brasil)

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