Estudo da Embrapa mostra que o leite é uma das fontes mais baratas de nutrientes

Leite e derivados contribuem com 30% das necessidades de cálcio, vitaminas A e D e proteína

por Encontro Digital 06/06/2017 12:25

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Segundo estudo feito pela Embrapa, o leite e seus derivados são fontes baratas para se conseguir 30% da necessidade humana de cálcio, proteína e vitaminas A e D (foto: Pixabay)
Como atender às exigências nutricionais humanas pelo menor preço? Para responder a esta pergunta, pesquisadores da Embrapa investigaram alimentos e bebidas consumidos pelos brasileiros e calculou quanto custa atender 30% das necessidades diárias de oito nutrientes: proteína, cálcio, ferro, fibras e vitaminas A, C, D e E. O estudo aponta o leite como uma das fontes mais baratas de se conseguir as substâncias benéficas para o corpo.

O leite integral, por exemplo, pode suprir 30% das necessidades de cálcio de um adulto saudável ao custo de apenas R$ 0,97. A pesquisadora Kennya Siqueira, da Embrapa Gado de Leite, que conduziu os trabalhos, diz que o consumidor teria que pagar mais de mil reais se desejasse obter a mesma quantidade de cálcio por meio de um café expresso, da castanha de caju ou mascando chiclete. O leite é reconhecido como uma ótima fonte de cálcio, e a pesquisa apontou que a maioria dos produtos lácteos supre as necessidades de um indivíduo a um custo inferior a R$ 5.

Produtos derivados do leite também ocuparam as primeiras posições no ranking de custo da vitamina D e obtiveram boa colocação no ranking de proteína e vitamina A. Quanto à proteína, o leite integral perdeu apenas para as carnes, para o amendoim moído e o ovo de galinha. Já em relação à vitamina A, o lácteo mais bem colocado foi o creme de leite, seguido pelo leite em pó desnatado, leite semidesnatado, manteiga e requeijão. O custo para se adquirir 30% das necessidades diárias de vitamina A por meio de derivados lácteos é de menos de R$ 2. Com o mesmo valor, pode-se adquirir 30% de vitamina D, consumindo leite pasteurizado, integral, semidesnatado e desnatado; ou leite em pó (desnatado e integral).

Dos oito nutrientes analisados, os lácteos apresentaram custo competitivo para quatro deles: proteína, cálcio e vitaminas A e D. "Além de reforçar a importância do leite e seus derivados na alimentação humana, o estudo mostra que consumir produtos lácteos faz bem não apenas para a saúde, mas também para o bolso do consumidor", conclui Kennya Siqueira.

Leite e saúde

Nos últimos anos, surgiram movimentos contrários ao consumo de leite, especialmente em relação ao veganismo, que recomenda a exclusão de qualquer alimento de origem animal da dieta. O principal argumento é de que o ser humano é o único mamífero que continua a beber leite após o período da amamentação. De acordo com a professora Mirella Binoti, da Universidade Federal de Juiz de Fora, não há qualquer problema no consumo de leite na fase adulta, a menos que a pessoa apresente intolerância à lactose ou alergia a alguma de suas proteínas. Do contrário, o leite só traz benefícios à saúde.

Mesmo em relação à intolerância à lactose, existem alternativas para continuar se beneficiando dos nutrientes do leite. É possível optar por produtos de baixa lactose, como iogurtes e alguns queijos. Há também uma grande variedade de produtos lácteos intitulados "zero lactose". A alergia à proteína do leite já é um problema um pouco mais complexo. Enquanto a intolerância à lactose costuma se manifestar na fase adulta, a alergia é uma reação imune do organismo, que geralmente ocorre nos primeiros meses de vida. Trata-se de um distúrbio potencialmente grave, de diagnóstico mais difícil se comparado à intolerância à lactose. Nesse caso, deve-se excluir qualquer produto que contenha a proteína do leite da dieta.

(com assessoria de imprensa da Embrapa)

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