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Estado de Minas MERCADO

Petrobras muda regra de preços do botijão de gás de 13 kg

A partir de junho, botijão seguirá o fluxo do mercado internacional


postado em 07/06/2017 13:19

A Petrobras divulgou nesta quarta, dia 7 de junho, no Rio de Janeiro, a nova política de preços para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), comercializado em botijões de 13 kg, conhecido como gás de cozinha. Era o único produto da empresa para o qual ainda não havia sido definida fórmula de cálculo.

O preço nas refinarias será calculado pela média mensal das cotações do butano e do propano no mercado europeu, convertida em reais pela média diária das cotações da venda do dólar, acrescida de uma margem fixa de 5%.

A vigência dos preços será aplicada a partir do dia 5 de cada mês, com início previsto para este mês de junho, quando o reajuste será aplicado, excepcionalmente, a partir do dia 8.

De acordo com Pedro Parente, presidente da Petrobras, a política, aprovada na terça, dia 6 de junho, pela diretoria executiva da estatal, segue a Resolução 4, de 2005, do Conselho Nacional de Política Energética, que determina a comercialização da embalagem destinada ao uso doméstico a preços inferiores às demais apresentações. Parente explica que, com isso, a empresa completa o ciclo de definição de políticas para os produtos da companhia, garantindo a previsibilidade de preço.

"Em relação ao consumidor final, podemos dizer que, a exemplo do que está acontecendo com a gasolina e com o diesel, nós vamos seguir rigorosamente a referência utilizada, significando dizer que, assim como pode subir [o preço], também pode cair. A gente fala com a autoridade de quem, desde outubro, fez sete reajustes e cinco foram de redução de preço. Isso também pode ser vantajoso para a consumidor, dado que nós vamos seguir uma referência que sobe e que desce", comenta Pedro Parente.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) fez uma avaliação positiva do anúncio da Petrobras em "adequar seus preços para o gás GLP embalado em botijões de até 13 kg e de uso residencial aos praticados no mercado internacional".

O sindicato ressalta que a nova política de preços "ainda deixa o preço praticado aproximadamente 15% abaixo ao da paridade de importação" e ressalta que "é precipitado afirmar que esse percentual médio seja aplicado de forma linear".

(com Agência Brasil)

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