Prefeitura de Belo Horizonte dá início ao plano que vai retirar camelôs e moradores das ruas do hipercentro

O plano de ação vai relocar os trabalhadores informais para shoppings populares e feiras da capital

por Encontro Digital 20/06/2017 11:39

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Breno Pataro/PBH/Divulgação
Prefeitura de Belo Horizonte quer revitalizar o hipercentro da capital mineira, começando com a retirada dos camelôs e dos moradores de rua (foto: Breno Pataro/PBH/Divulgação)
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) apresentou, na tarde de segunda-feira, dia 19 de junho, as atividades que começam a ser implementadas como parte do Plano de Ação do Hipercentro de Belo Horizonte. Na ocasião, o prefeito Alexandre Kalil assinou o decreto que institui o plano do hipercentro.

O plano de ação foi dividido em três etapas. Na primeira, o planejamento está direcionado aos camelôs e ambulantes e prevê a distribuição de comunicados informando sobre a intensificação da fiscalização e apreensão de mercadorias; ações de segurança com a Polícia Militar e com a Polícia Civil; e convênio com entidades, visando a cooperação em ações de capacitação, locação e cadastro dos ambulantes. Também serão publicados novos editais disponibilizando cerca de 700 vagas em feiras livres com cota específica para camelôs em várias regiões da cidade. Todo o planejamento foi feito em conjunto com o Ministério Público e com a Defensoria Pública de Minas Gerais.

Segundo Alexandre Kalil, o trabalho que será desenvolvido foi intensamente debatido pelos agentes envolvidos. "São medidas muito trabalhosas e requisitaram de todas as secretarias que participaram deste processo, dezenas de reuniões. Um trabalho transversal entre as secretarias de Segurança, de Políticas Sociais, de Serviços Urbanos, a Procuradoria e a Guarda Municipal. Eu não poderia deixar de agradecer a participação efetiva do Ministério Público e da Defensoria", comenta o prefeito. Ainda segundo Kalil, o plano de ação será dividido em três partes: "Primeiro vamos agir sobre a questão dos ambulantes no hipercentro de Belo Horizonte. Segundo, sobre o gravíssimo problema do crack que nós temos que combater com humanidade também. O terceiro não será em um governo que vamos resolver. Demora tempo, demanda estudo, mas também terá início em nosso governo, que é a situação dos moradores de rua".

Segundo levantamento feito pela secretaria municipal de Serviços Urbanos, existem, hoje, 1.137 ambulantes e camelôs em situação irregular no hipercentro da capital mineira. A proposta da PBH é promover uma real gestão da inserção produtiva destes camelôs, na medida em que o plano prevê o apoio por parte do poder público com formação e informação, além da realocação destes trabalhadores informais em shoppings populares da cidade.

Feiras

Uma das ações previstas pela prefeitura é a criação de vagas em feiras que vendem produtos alimentícios para comportar os camelôs que trabalham com produtos que não podem ser expostos nos shoppings populares. "Encontramos nas ruas muitos camelôs que vendem produtos alimentícios, frutas e verduras e estes produtos não cabem nas atividades dos shoppings. Vamos licitar tanto feiras de segurança alimentar, quanto feiras livres nos bairros. Com isso, vamos criar de imediato, 727 vagas com possibilidade de ampliação", explica Maria Caldas , secretária de Serviços Urbanos.

Todo o trabalho de realocação dos ambulantes e camelôs está sendo feito individualmente. "Cada um deles está sendo localizado e recebendo uma senha para que possa ser atendido individualmente. O trabalho está sendo feito assim para que tudo seja explicado a cada um, ou seja, para que cada um tenha conhecimento de todo este conjunto de ofertas e se organize fazendo as suas escolhas e entre em uma dinâmica de trabalho mais dirigido e mais eficaz", destaca a secretária.

(com Portal da PBH)

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