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Estado de Minas ECONOMIA

Brasil deve crescer 0,3% em 2017, segundo projeção do FMI

Porém, o Fundo Monetário Internacional reduziu a perspectiva de crescimento do PIB brasileiro em 2018


postado em 14/07/2017 10:44

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou de 0,2% para 0,3% a projeção de crescimento para a economia brasileira este ano. O órgão, no entanto, reduziu, de 1,7% para 1,3%, a previsão de expansão para 2018 e advertiu que pode revisar a estimativa ainda mais para baixo caso a reforma da Previdência não seja aprovada.

As projeções constam da conclusão de um estudo do FMI sobre nosso país. O documento foi aprovado na quinta, dia 13 de julho, pelo conselho executivo do fundo. De 2019 a 2022, o FMI projeta crescimento de 2% para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

Para o fundo, as eleições no próximo ano tornam mais difícil a aprovação da reforma da Previdência em 2018 por receio de que os parlamentares percam votos. "Enquanto o fim da recessão aparenta estar à vista, uma recente elevação da incerteza pôs uma sombra sobre a perspectiva econômica. A capacidade do governo de entregar a reforma da Previdência Social, um passo necessário na direção de assegurar a sustentabilidade fiscal, ficou mais incerta e, com eleições nacionais marcadas para 2018, está fechando a janela para a ação legislativa", adverte o FMI no documento.

Para o fundo, o adiamento da reforma da Previdência para o próximo governo provocaria reação adversa no mercado financeiro no curto prazo, o que tornariam necessários cortes adicionais de gastos. Em relação ao quadro internacional, o FMI aponta dois riscos: a contração maior do que a esperada da liquidez financeira (capital financeiro em circulação) global e a desaceleração da economia chinesa em ritmo mais rápido que o previsto.

Em relação à inflação, o FMI reduziu todas as estimativas. A projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) baixou de 4,4% para 4% em 2017 e de 4,3% para 4% em 2018. Para 2019 a 2022, o órgão estima inflação oficial também de 4% ao ano.

De acordo com o FMI, a recessão abriu espaço para a queda da inflação, por causa da redução da demanda, e para a melhoria das contas externas, porque o Brasil passou a importar menos nos últimos anos. A desinflação, ressalta o fundo, abre espaço para que o Banco Central continue a reduzir os juros básicos da economia.

(com Agência Brasil)

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