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Estado de Minas BEM-ESTAR

Jantar todos os dias pode levar ao ganho de peso?

Saiba mais sobre os mitos que envolvem a refeição noturna


postado em 10/07/2017 16:14

Quem costuma fazer dieta, com certeza, já ouviu alguém dizer que o certo é fazer refeições a cada três horas. E quando se trata de lanches noturnos, a dúvida fica ainda maior, já que o jantar pode ser tão calórico quanto o almoço. Algumas pessoas preferem seguir uma lógica expressão popular antiga: "tome café da manhã como um rei, almoce como um príncipe e jante como um plebeu". Que a primeira refeição do dia deve ser reforçada, isso ninguém nega. Mas, e quando se trata de comer à noite? Neste caso, a redução do metabolismo pode ser responsável pelos quilinhos a mais?

Conforme explica a nutricionista Sinara Menezes, da Nature Center, embora isso realmente aconteça, não é o ponto mais relevante quando se trata do ganho de peso. "Mesmo porque o corpo continua queimando energia para manter a respiração, o batimento cardíaco, a secreção de hormônios e centenas de outras atividades durante o sono. O problema está mais relacionado à qualidade do sono e, principalmente, ao balanço energético, que é a soma de tudo que foi consumido no dia menos o que foi gasto no mesmo período", comenta a especialista.

Ainda de acordo com a nutricionista, devemos considerar a alimentação ao longo do dia como uma poupança. "Se começamos o dia, por exemplo, com um saldo zerado, mas com o passar das horas depositamos mil e posteriormente gastamos apenas 800, ao final ficamos com uma poupança de 200. Não importa se esse 'depósito' foi feito pela manhã, à tarde ou à noite. No organismo, funciona dessa forma, se não 'gastamos' o saldo de 24 horas, acabamos com um depósito energético, principalmente em forma de gordura", esclarece Sinara.

Carboidrato à noite

Existe um mito famoso relacionado ao emagrecimento: "comer carboidrato à noite engorda". Porém, segundo a especialista, nosso corpo não funciona de forma cronometrada. "Os carboidratos são tão importantes à noite quanto pela manhã. A diferença é que, como a maioria das pessoas costuma diminuir o nível de atividade ao fim do dia, deve-se também diminuir a quantidade desses alimentos no prato, principalmente perto da hora de dormir. Ainda assim, a forma como eles vão compor o cardápio depende do estilo de vida de cada indivíduo", afirma a nutricionista. Ela lembra que as pessoas que costumam treinar durante a noite, por exemplo, podem precisar de porções iguais ou até maiores do que as consumidas durante o almoço, pois demandam mais energia neste momento do dia.

A especialista dá dicas de quais nutrientes são mais adequados no almoço e no jantar:

  • Para o dia: reserve este período para potencializar o metabolismo e o gasto de energia. Aposte nos alimentos e chás termogênicos. "O potássio é fundamental para manter os níveis de glicose estáveis, ajudando no aproveitamento da energia. Justamente por isso, frutas como a banana são indispensáveis tanto no café da manhã como nos lanches intermediários, assim como os legumes, vegetais e hortaliças. Estes carboidratos complexos são ricos em diversas vitaminas e fibras, que, por sua vez, propiciam maior saciedade e uma digestão mais tranquila", diz Sinara Menezes

  • Para a noite: tomar um copo de leite quente ajuda a dormir, por ser fonte de triptofano. Assim como a serotonina, este aminoácido auxilia na secreção da melatonina, o hormônio do sono. Porém, para aqueles que não toleram bem alimentos lácteos a dica é apostar num cardápio rico em vitaminas do complexo B, que ajudam os neurotransmissores responsáveis por uma boa noite de sono. Com exceção da vitamina B12, cujas principais fontes são as proteínas animais (carnes, ovos, leite e derivados), os demais nutrientes podem ser obtidos nas frutas, como banana e abacate, em farináceos, como a aveia e o gérmen de trigo, e nas oleaginosas como nozes e amendoim

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