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Estado de Minas ECONOMIA

Produção da indústria cresce pelo segundo mês seguido

Em maio, a produção industrial do Brasil avançou 0,9%


postado em 04/07/2017 12:47

A produção industrial brasileira fechou o mês de maio com crescimento de 0,8% frente a abril, na série livre de influências sazonais. Esta é a segunda taxa positiva consecutiva registrada pelo setor, que em abril subiu 1,1%.

Os dados foram divulgados nesta terça, dia 4 de julho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dizem respeito à Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Brasil. Com o resultado de maio, a indústria passou a acumular nos dois últimos meses expansão de 1,9%, eliminando a queda de 1,6% observada em março.

Quando os dados de maio são confrontados com o mesmo mês do ano passado (série sem ajuste sazonal), no entanto, a indústria brasileira registrou avanço de 4% no mesmo mês em 2016, o maior crescimento acumulado para o total da indústria deste os 4,8% registrados em fevereiro de 2014.

A taxa acumulada dos primeiros cinco meses do ano ficou em 0,5%. No resultado acumulado dos últimos 12 meses (a taxa anualizada) o comportamento da indústria continua negativo: queda de 2,4% , prosseguindo com a redução no ritmo de queda iniciada com os -9,7% de junho de 2016.

Para André Macedo, gerente de pesquisa do IBGE, "há nitidamente uma melhora de ritmo da indústria com duas altas seguidas, o que repõem a perda de março". Ele lembra que houve um perfil disseminado de aumento da produção, mas admite que "ainda estamos longe de recuperar o que se perdeu".

O representante do IBGE lembra que esse aumento da produção industrial precisa ser relativizado. "É claro que houve uma melhora de ritmo, mas ainda há um espaço importante a ser percorrido para a indústria recuperar as perdas do passado", diz André Macedo.

Quando analisado pelo lado das grandes categorias econômicas, os destaques de abril para maio (série livre de influências sazonais) ficaram com bens de consumo duráveis que chegou a registrar em maio expansão de significativos 6,7%; seguido de bens de capital (3,5%), ambas as categorias intensificando o crescimento que já havia sido verificada em abril último: 2,9% e 1,9%, respectivamente.

(com Agência Brasil)

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