Crise econômica faz cair produção de lixo no Brasil

Em 2016 foram produzidas mais de 78 milhões de toneladas de resíduos sólidos

por Encontro Digital 31/08/2017 13:03

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Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, a crise fez aumentar o número de lixões, que chegam a 2.976 em todo o país (foto: Pixabay)
A produção de lixo no Brasil caiu 2,04% em 2016 na comparação com o ano de 2015, segundo panorama divulgado nesta quinta, dia 31 de agosto, pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Foram geradas 78,3 milhões de toneladas de resíduos sólidos no ano passado.

Segundo Carlos Silva Filho, presidente da Abrelpe, a redução do lixo não se deve à conscientização ambiental da população, mas sim, à crise econômica. "É a primeira vez que temos decréscimo de resíduos sólidos no Brasil desde 2003, fruto da crise econômica, que afetou diretamente o poder de compra da população e trouxe, como consequência, o menor descarte de resíduos sólidos", comenta Carlos Filho.

Outro aspecto negativo atribuído à recessão econômica foi o aumento do uso de lixões, que somam 2.976 em todo o país. Tiveram destinação inadequada, em 2016, 81 mil toneladas de lixo. O uso de lixões a céu aberto cresceu de 17,2% em 2015 para 17,4% no ano passado.

Os aterros controlados, que ainda existem no país, são semelhantes a lixões, por vezes cercados, com cobertura de terra para esconder os resíduos, mas sem captação de gás e chorume. Houve ligeiro aumento, passando de 24,1% em 2015 para 24,2% no ano passado. O tratamento de lixo ideal, em aterro sanitário, feito em ambiente confinado para reduzir o volume de resíduos conforme os anos, caiu de 58,7% para 58,4%.

Sete municípios, não revelados pelo panorama, abandonaram o uso de aterros sanitários e passaram a usar lixões, em razão da redução de receitas municipais. O custo do uso de aterro gira em torno de R$ 90 a R$ 100 por tonelada. "É uma economia burra, pois deixa de pagar o aterro, mas, automaticamente, vai contaminar o meio ambiente e a pessoas, vai pagar mais no Sistema Único de Saúde [SUS]", afirma o presidente da Abrelpe.

Segundo o panorama, 96 milhões de pessoas terão a saúde afetada por contaminação dos lixões. "São doenças como alergias, infecções estomacais, doenças causadas por vetores que se proliferam no lixo como dengue, zika, chikungunya, câncer, pressão arterial. Bastante preocupante", diz Carlos Filho

(com Agência Brasil)

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