PBH vai revitalizar matas ciliares de dois afluentes da Lagoa da Pampulha

Projeto de revitalização abrange uma área de 44 mil m², para proteger importantes nascentes de Belo Horizonte

por Encontro Digital 23/08/2017 15:43

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Flickr/PBH/Reprodução
A Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com o Comitê da Bacia do Rio das Velhas, vai revitalizar as matas ciliares dos córregos Freitas e Ressaca, na região da Pampulha (foto: Flickr/PBH/Reprodução)
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) pretende revitalizar áreas de matas ciliares ao longo de cursos de água e proteger nascentes da capital. O projeto foi criado pela secretaria municipal de Meio Ambiente em parceria com o Comitê da Bacia do Rio das Velhas. Segundo a PBH, foram destinados mais de R$ 1 milhão para a intervenção ambiental. A proteção e a recomposição da vegetação das Áreas de Preservação Permanente da cidade serão feitas ao longo das margens do corpo d'água de aproximadamente 33,6 mil m² no bairro Santa Terezinha, trecho do córrego Freitas, e de 10,4 mil m² na Vila Barroquinha, córrego Ressaca, afluente da Lagoa da Pampulha.

"Vale ressaltar aqui que todo esse dinheiro está vindo do Comitê do Rio das Velhas. A contrapartida da prefeitura foi toda a elaboração dos projetos para recuperação dessas áreas. A ideia é expandir e conseguir revitalizar uma área de mata ciliar por regional para atingir toda a cidade. Com isso, vamos impedir o lançamento de resíduos e entulhos, evitando que o local seja utilizado como bota-fora ou invadido", afirma Mário Werneck, secretário municipal de Meio Ambiente.

Vale dizer que as matas ciliares são florestas ou outros tipos de cobertura nativa que ocorrem ao longo das margens de cursos d'água e no entorno de nascentes e reservatórios. São sistemas que regulam o escoamento de água, sedimentos, nutrientes e poluentes, entre os interflúvios de uma bacia hidrográfica e o canal de escoamento do rio. A vegetação funciona como um sistema de filtragem ou como um sistema tampão, protegendo um dos recursos de vital importância aos ecossistemas naturais e ao homem, o hídrico.

"Apesar de reconhecida importância ecológica, as matas ciliares vêm sendo eliminadas pelos processos de ocupação e de urbanização. Além de desrespeitar a legislação, que torna obrigatória a preservação das mesmas, o processo de degradação das matas ciliares resulta em vários problemas ambientais. O planejamento, a implantação e a manutenção dessas matas pressupõem inúmeros benefícios à população e ao ambiente como um todo, principalmente ao propiciar a melhoria da qualidade de vida urbana", comenta Mário Werneck.

Preservação

Como lembra a secretaria municipal de Meio Ambiente, as matas ciliares são fundamentais para o equilíbrio ambiental, sendo que, em escala local e regional, protegem a água e o solo, reduzindo o assoreamento dos rios e o aporte de poluentes. A vegetação ribeirinha ainda cria corredores que favorecem o fluxo gênico entre remanescentes florestais, fornecem alimentação e abrigo para a fauna e funcionam como barreiras naturais contra a disseminação de pragas e doenças nas lavouras.

(com assessoria de imprensa da secretaria de Meio Ambiente de BH)

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