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Estado de Minas BRASIL

Governo decide manter horário de Verão em 2017

A intenção é fazer uma consulta popular para saber se a hora a mais deve acabar em 2018


postado em 25/09/2017 16:50 / atualizado em 25/09/2017 16:47

O governo brasileiro decidiu manter o horário de Verão em 2017. A medida foi confirmada nesta segunda, dia 25 de setembro, pelo Ministério de Minas e Energia. Com a decisão, os moradores das regiões sul, sudeste e centro-oeste deverão adiantar os relógios em uma hora à meia noite do dia 15 de outubro.

O fim do horário de Verão chegou a ser cogitado pelo governo, após estudos mostrando perda na efetividade da medida, em razão das mudanças nos hábitos de consumo de energia. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), a temperatura é que determina o maior consumo de energia e não a incidência da luz solar durante o dia, fazendo com que, atualmente, os picos de consumo ocorram no horário das 14h às 15h, e não mais entre 17h e 20h.

O ONS aponta que no horário de Verão praticado entre 2016 e 2017 a economia foi de R$ 159,5 milhões, valor abaixo do período de 2015 a 2016, que foi de R$ 162 milhões.

Segundo o governo, para 2018, será feita uma pesquisa com a população para decidir se mantém ou não a medida nos próximos anos.

Chuvas

A escassez de chuvas e o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas este ano pesou na decisão do governo de manter o horário de Verão. Apesar de descartar o acionamento das usinas termelétricas, cujo custo está acima do preço da energia no mercado à vista, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico autorizou o aumento da importação de energia da Argentina e do Uruguai e uma campanha de estímulo à economia.

Além disso, a expectativa é que, em outubro, o governo deve passar a cobrar a bandeira vermelha, possivelmente na faixa dois. Atualmente, está em vigor a tarifa amarela na cobrança da conta de luz. Essa tarifa representa um acréscimo de R$ 2 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Com a adoção da tarifa vermelha, o preço da tarifa passa a ter um acréscimo de R$ 3 por 100 kWh. No caso do patamar dois, esse valor seria ainda maior: R$ 3,50 a cada 100 kWh consumidos.

(com Agência Brasil)

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