Ministério de Minas e Energia estuda acabar com o horário de Verão

O ministério enviou documento para o presidente Michel Temer, solicitando a reavaliação da medida

por Correio Braziliense 22/09/2017 10:55

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O relatório elaborado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico aponta que o horário de Verão não gera economia suficiente para ser considerado essencial para o Brasil (foto: Pixabay)
A menos de um mês do horário de Verão nas regiões sul, sudeste e centro-oeste do país, o governo federal deve decidir, nas próximas semanas, se a medida será ou não extinta no Brasil. Responsável pela questão, o Ministério de Minas e Energia (MME) encaminhou um documento sobre o tema à Casa Civil da presidência da república e espera uma resposta. Se o presidente Michel Temer bater o martelo depois do dia 15 de outubro, data prevista para começar o horário de Verão este ano, a hora será adiantada normalmente e a decisão sobre a possível extinção da medida só valerá a partir de 2018.

O documento enviado à Casa Civil foi produzido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a pedido do MME. Segundo o ONS, a hora adiantada não possui relação direta entre a redução de gastos e o consumo de energia elétrica e sua produção.

O relatório aponta que a manutenção do horário de Verão é considerada uma "questão cultural". "Em termos integralizados [diurno e noturno], o horário de Verão não atendeu ao que se propôs, ou seja, não há relação direta com redução de consumo e demanda", informa o documento do ONS.

A popularização dos aparelhos de ar condicionado é uma das principais razões dessa mudança. No relatório, técnicos do ministério apontaram que a temperatura é o que mais influencia nos hábitos do consumidor, e não a incidência da luz durante o dia.

Como o calor é mais intenso no fim da manhã e no início da tarde, os picos de consumo são registrados atualmente nesses períodos. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema, o horário de ponta ocorre, atualmente, entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h, período em que os trabalhadores retornavam para casa e tomavam banho.

Para dar mais folga e segurança ao sistema, adiantar os relógios em uma hora permite, por exemplo, adiar o acionamento da iluminação pública nas ruas – o que adia parte da demanda e reduz a concentração do uso de energia, diminuindo custos do sistema elétrico.

Apesar do novo estudo, no ano passado, ainda segundo dados do ministério, o horário de Verão durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema, ao reduzir o acionamento de usinas termoelétricas. O custo é considerado irrelevante para o setor. A primeira vez que o Brasil adotou a medida foi em 1931. Desde 1985, ela é aplicado todos os anos.

(com informações da Agência Estado)

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