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Estado de Minas SAúDE

Coceira no corpo pode ser sinal de um problema mais sério

Especialista fala sobre as possíveis causas das coceiras que, supostamente, são consideradas misteriosas


postado em 11/10/2017 11:52

Conhece o ditado que diz que "trair e coçar é só começar"? Pois é, muita gente sofre com problemas que afetam a pele e acabam gerando coceira intensa e, consequentemente, ferimentos. Apesar de ser comum, essa ação pode indicar alguma doença mais séria. Segundo a dermatologista Joana Barbosa, a coceira ou prurido é definido como a sensação desagradável ou incômoda na pele, que provoca o ato ou vontade de coçar. "Esse sintoma se manifesta essencialmente na pele e/ou mucosas, podendo variar de leve a intenso, de localizado a generalizado e de intermitente a persistente", comenta a especialista.

Quando intensa e persistente, a dermatologista explica que a coceira vira um grande desafio, pois, em geral, é de difícil tratamento. "As causas da coceira podem ser várias, que vão desde estímulos de natureza química ou física. Quando diagnosticada, deve receber algumas classificações e, com isso, facilita a identificação das causas", afirma a médica.

De acordo com Joana Barbosa, a sensação de coceira sem um fator causal é considerada prurido primário. Já o secundário é aquele que acompanha uma doença e pode estar associado a problemas cutâneos (dermatite de contato, eczemas, atopia e outros), além de doenças sistêmicas (hepáticas, endócrinas e renais). "Ainda é possível classificar o prurido em agudo, com aparecimento rápido e progressivo; ou crônico, com mais de três semanas de evolução", esclarece a dermatologista.

Ela lembra que o ressecamento da pele é um sintoma que ocorre de forma sazonal, representando uma perda da barreira epidérmica, e pode induzir ou piorar um quadro de coceira. "Nestes casos, chamamos de prurido asteatósico ou xerótico. Devemos promover o restabelecimento da superfície da pele antes de iniciar o tratamento da doença de base", diz a especialista.

Tratamento

O prurido pode ser tratado, inicialmente, com cuidados gerais da pele por meio da hidratação e da prevenção de danos. "Recomenda-se orientações de banho, uso de emolientes ou óleos e contato com tecidos não sintéticos. Em seguida, deve ser direcionado o tratamento para a doença de base; por exemplo, tratar as infecções, as alterações renais, endócrinas ou hepáticas. Ao mesmo tempo, é necessário melhorar a sensação incômoda de coceira e, para isso, é indicado o uso de anti-histamínicos, antidepressivos e/ou anti-inflamatórios", ressalta Joana.

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