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Estado de Minas SEGURANçA

Número de roubos a estabelecimentos em Belo Horizonte caiu quase 32% entre janeiro e agosto

Os dados sobre segurança pública foram divulgados pelo governo de Minas Gerais na quarta, dia 25 de outubro


postado em 26/10/2017 11:07 / atualizado em 26/10/2017 11:18

Segundo informações do governo de Minas Gerais, as ocorrências de roubos a estabelecimentos comerciais caíram 27,5% no estado nos oito primeiros meses do ano, o que significa 3.726 ocorrências a menos. De janeiro a agosto de 2017 foram 9.780 registros contra 13.506 no mesmo período de 2016. Em Belo Horizonte, a diminuição desse tipo de delito chegou a 31,9%, com 1.859 registros contra 2.730 no ano passado.

O governo informa que a redução nas estatísticas de roubos a estabelecimentos comerciais estaria seguindo a tendência de diminuição dos demais tipos de roubos. No acumulado de janeiro a agosto deste ano, a estatística bate mais uma vez o menor índice dos últimos seis anos, com 9,6% de redução na comparação com o mesmo período do ano passado.

Para o secretário de estado de Segurança Pública, Sérgio Barboza Menezes, a queda expressiva dos índices de crimes contra o patrimônio em geral tem relação com novas estratégias desenvolvidas, como a maior presença e ostensividade policial nas ruas. Ele cita, como exemplos, as áreas comerciais de bairros como o Buritis, ou de cidades do interior como Santa Luzia que, ao longo de 2017, passaram a conviver com mais policiais nas ruas, em dias e horários diferentes.

Os dados foram divulgados na quarta-feira, dia 25 de outubro.

Contra o patrimônio

Outros crimes contra o patrimônio, como furto, extorsão e extorsão mediante sequestro, também apresentam queda, com destaque para a diminuição de 44,1% na modalidade extorsão mediante sequestro, no período janeiro a agosto deste ano. A extorsão também caiu 34,0%.

Em Belo Horizonte, os roubos também tiveram queda de 14,7% nos oito primeiros meses do ano, assim como o furto, a extorsão e a extorsão mediante sequestro.

Entre as maiores cidades do interior, Sete Lagoas, na região metropolitana de BH, registrou a maior redução das estatísticas de roubo (-36,7%), seguida de Divinópolis, no território centro-oeste (-29,9%). Do lado oposto, os municípios de Nova Serra e Uberlândia tiveram alta nas ocorrências, com 46% e 43%, respectivamente.

Vulneráveis

O estupro tentado e consumado de vulneráveis continua como o grande desafio das estatísticas criminais em 2017 em Minas. Os dois índices permanecem no vermelho, conforme a avaliação da violência feita pelo governo do estado em relação aos oito primeiros meses do ano.

Para o delegado-geral Márcio Lobato Rodrigues, superintendente de Investigações e Polícia Judiciária da Polícia Civil (PC), esse tipo de crime tem espectro amplo, por contemplar desde uma situação ocorrida com uma criança ou pessoas com problemas psiquiátricos, até alguém que tenha ingerido bebida alcóolica ou drogas, por vontade própria ou inadvertidamente.

"Acreditamos que as pessoas estão mais esclarecidas de seus direitos e, assim, buscam mais as polícias para relatarem situações como estas. Portanto, há a possibilidade de anteriormente haver subnotificação de casos", comenta o policial.

O superintendente da PC, inclusive, reforça a necessidade da denúncia e do registro da sociedade para este tipo de crime, salientando a importância do real conhecimento dos cenários das violências pelo estado, para o melhor desenvolvimento de políticas públicas.

Pela primeira vez, os dados de sequestro e cárcere privado também tem ligeira alta no ano, com cinco casos a mais nos oito primeiros meses e 2,3% de aumento.

(com Agência Minas)

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