Até o final de 2017, quase três milhões de jovens deixarão a escola no Brasil

Os dados alarmantes da evasão escolar mostram a triste realidade dos estudantes de 15 a 17 anos no país

por Encontro Digital 17/10/2017 11:49

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Agência Brasil/Divulgação
(foto: Agência Brasil/Divulgação)
A cada ano, quase três milhões de jovens abandonam a escola no Brasil. É o que aponta o estudo Políticas Públicas para Redução do Abandono e Evasão Escolar de Jovens, elaborado pelo Ensino Superior em Negócios, Direito e Engenharia (Insper) e divulgado nesta terça, dia 17 de outubro. A pesquisa foi organizada pela Fundação Brava, pelo Instituto Unibanco e pelo Instituto Ayrton Senna.

Ao final deste ano, um em cada quatro jovens entre 15 e 17 anos de idade vão abandonar os estudos, não vão se matricular para o ano seguinte ou serão reprovados. Isso corresponde a um universo de 2,8 milhões de pessoas (27%), entre os 10 milhões de jovens estimados no país nessa faixa etária e que deveriam, de acordo com a Constituição, frequentar a escola até os 18 anos.

Desse total de 10 milhões de jovens, cerca de 15% ou 1,5 milhão, sequer vão se matricular para o início do ano letivo. Do restante, entre aqueles que se matriculam, cerca de 7% ou 700 mil jovens vão abandonar a escola antes do final do ano. Além disso, cerca de 600 mil alunos (5%) serão reprovados por faltas, o que completa os 2,8 milhões de jovens que estarão fora da escola anualmente.

Os dados revelam que mais da metade dos países possui menor taxa de jovens fora da escola do que o Brasil. Se esse ritmo for mantido, nosso país levará 200 anos para atingir a meta estabelecida no Plano Nacional de Educação, que, segundo o governo, deveria ter sido concluída no ano passado.

Desengajamento

As principais razões para o chamado "desengajamento dos jovens", segundo o estudo do Insper, estão associadas à pobreza e à dificuldade de acesso, tais como a falta de escolas na comunidade onde o jovem vive ou a falta de recursos para o transporte até a escola. Há também questões relacionadas à inadequação do currículo adotado, do clima escolar e da baixa qualidade dos serviços oferecidos pela escola.

Para reverter o quadro, o estudo propõe a criação de políticas públicas para diminuir o desengajamento, como a garantia de acesso principalmente para aqueles que vivem em áreas rurais ou que têm alguma deficiência ou para jovens que cumprem pena privados de liberdade.

O Insper também propõe a criação de cursos profissionalizantes, um sistema de aconselhamento, práticas esportivas e artísticas, aumento das atividades à distância e flexibilização dos horários das aulas e do modelo de avaliação para ajudar a reduzir a evasão escolar.

(com Agência Brasil)

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