Cartão de loja é o principal motivo de endividamento do brasileiro

Segundo estudo do SPC Brasil, 80% dos consumidores endividados têm problemas com cartões de lojas

por Encontro Digital 16/11/2017 09:52

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(foto: YouTube/UADIR/Reprodução)
Os cartões de loja são, hoje, a forma de financiamento que mais leva o consumidor a se tornar inadimplente. Entre os devedores que têm esse tipo de cartão, 80% estão com o nome sujo justamente por causa dele. No ano passado, o índice era de 73%. A conclusão é do levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais do país. Na segunda colocação, aparecem os empréstimos em bancos e financeiras, que lideravam o ranking em 2016 com 75% e, agora, estão 10 pontos percentuais abaixo.

Na sequência aparecem os cartões de crédito (65%); os cheques especiais (64%); o crediário (60%); os cheques pré-datados (51%); o financiamento de automóveis e motos (50%); o crédito consignado (38%); o financiamento da casa própria (27%); e as mensalidades escolares (24%).

Na avaliação de Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, por mais que a economia brasileira comece a dar sinais de melhora, a vida financeira do brasileiro ainda não está em situação confortável. "O desemprego está estável, mas elevado, e a renda segue menor do que nos anos anteriores à crise. Com orçamento curto, o brasileiro se depara com dificuldades para pagar as dívidas. Por isso, é preocupante que as dívidas bancárias se posicionem entres os primeiros colocados, porque a incidência de elevados juros por atraso faz com que essas dívidas cresçam de maneira acelerada, dificultando cada vez mais o pagamento", esclarece a especialista.

Inadimplentes

O estudo revela também que os devedores brasileiros continuam assumindo novos compromissos financeiros, mesmo não estando em dia com os que já tinha. Neste cenário, o maior crescimento é o das compras feitas em carnês e crediários. A incidência em um ano foi de 11% para 21%. O cartão de crédito também teve expansão expressiva, de 40% para 48%.

Nas dívidas em razão da contratação de serviços, as maiores altas foram com telefonia (53%), com expansão de 11 pontos percentuais entre 2016 e 2017, e das contas de TV por assinatura e internet, de 33% para 44%. Isso indica que o consumidor está priorizando manter em dias as contas mais importantes, como água e luz.

(com Agência Brasil)

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