Diagnóstico precoce é essencial no caso do linfoma de Hodgkin

Esse tipo raro de câncer acomete principalmente homens entre 15 e 35 anos

por Da redação com assessorias 06/11/2017 12:12

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(foto: Pixabay)
A descoberta um tipo raro de câncer, como o linfoma de Hodgkin, é sempre um assunto delicado e uma notícia que o paciente e os familiares, normalmente, não estão preparados para receber. De toda forma, é preciso estar atento aos sinais, pois, dependendo da situação, a doença, se descoberta no início, possui grandes chances de cura.No caso do Hodgkin, pode chegar a 90%.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2016, foram registrados 2.470 novos casos de linfoma de Hodgkin. Os mais afetados pela doença são homens entre 15 e 35 anos e não há uma causa específica identificada. Como todo tipo de linfoma, acomete inicialmente os linfonodos, pequenos órgãos do sistema linfático que produzem e transportam as células responsáveis pela imunidade por todo o corpo.

"Um dos principais sintomas é o aparecimento de gânglios de tamanho aumentado, conhecidas popularmente como ínguas. Estas podem aparecer no pescoço, nas axilas, nas virilhas ou em outras cadeias ganglionares", esclarece Tânia Barreto, gerente médica da área de Oncologia da Takeda Brasil. Geralmente, em processos infecciosos, as ínguas também podem estar aumentadas, mas regridem de tamanho entre duas semanas e um mês. Caso não desapareçam, pode haver a suspeita de um problema mais grave, incluindo o linfoma de Hodgkin.

De acordo com a especialista, cerca de 30% dos pacientes podem apresentar febre, suor intenso durante a noite, perda de peso e coceiras. Às vezes, o linfoma é diagnosticado ao acaso, quando é solicitado algum exame ao paciente por outros motivos, como um raio-x ou tomografia de tórax. Uma vez que se levante uma hipótese de Hodgkin, é importante que se faça uma biópsia para retirar todo ou parte do linfoma. É recomendável também que o exame seja feito sempre em local apropriado para se ter um resultado mais apurado. Após o diagnóstico, é necessário o acompanhamento do médico especialista.

Tratamento

A quimioterapia e a radioterapia são os caminhos terapêuticos iniciais da doença. Caso não se consiga um resultado adequado, o tratamento pode ser feito com transplante de células-tronco. Se ainda assim o paciente apresentar progressão na doença, é proposto o tratamento por meio de terapia-alvo, em que o diferencial é o direcionamento realizado apenas para as células cancerígenas do linfoma de Hodgkin. "No caso da terapia-alvo, o medicamento tem uma distinção importante em sua seletividade no mecanismo de ação e ataca somente células doentes", explica Tânia Barreto. No Brasil, há apenas uma opção de terapia-alvo aprovada para este tipo de câncer, o brentuximabe vedotina.

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