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Estado de Minas PET

Especialista dá dicas para que o cão receba bem o bebê

Pais devem ter cuidado para que o pet não ache que a criança é uma ameaça para ele


postado em 10/11/2017 10:38 / atualizado em 10/11/2017 10:44

Todo mundo sabe que a convivência entre crianças pequenas e cães traz muitos benefícios para a saúde e a mente dos pequenos – ajuda até no desenvolvimento da capacidade de socialização. Mas, para garantir um vínculo saudável, os pais precisam estar atentos a alguns cuidados com os pets desde a gravidez da tutora.

Segundo a veterinária Ingrid Stein, do aplicativo DogHero, todas as adaptações na casa devem ser feitas gradualmente, sempre tomando o cuidado de inserir o bichinho de estimação nas novas rotinas. "Procure não privar o cãozinho do acesso a locais aos quais ele está acostumado, para que não associe a criança a coisas negativas. Conforme o quarto do bebê for montado, deixe que o bichinho fareje e conheça o ambiente, sempre com sua presença", comenta a especialista. Ela lembra que os cães costumam sentir que há algo diferente na "mãe" deles, então, é importante deixar que o animal se aproxime da barriga e a cheire. "Aos poucos, ajuste os horários da comida e passeios dele para os mesmos de quando o bebê nascer", completa a veterinária.

Depois do nascimento da criança, peça para alguém levar panos que tenham o cheiro do bebê para o local em que o cachorro costuma ficar. "Deixe-os perto de lugares que ele gosta, como o pote de comida, e onde se sente seguro, como a 'caminha'. Quando estiver cuidando, brincando e alimentando o bebê, deixe que ele se aproxime e participe. Você também pode conversar com ele nessas horas para que saiba que continua sendo parte da família", esclarece Ingrid Stein.

Vale lembrar que uma das grandes vantagens de ter um animal de estimação em casa é inserir as crianças na rotina de cuidados. A interação cria nos pequenos um senso de responsabilidade e também fortalece vínculo entre humanos e cãezinhos. "Tarefas como passear, dar comida e ajudar na higiene do peludo podem ser delegadas a crianças com 8 anos ou mais, mas a partir dos 4 ou 5 elas já reconhecem o peludo como parte da família. Mesmo antes disso, funções mais simples podem ser delegadas, sempre com a supervisão dos pais", afirma a especialista.

Com o tempo, a nova rotina se ajeita e o cãozinho acaba se acostumando a dividir as atenções com o novo "irmão". Se todo o processo for feito com calma e tranquilidade, como mostra Ingrid, logo o bichinho vai gostar do bebê tanto quanto do restante da família.

Desentendimentos

Se o cachorro se 'desentender' com a criança, não quer dizer que o amor acabou, explica a veterinária. "Tente entender o que aconteceu. Se você desviou o olhar por segundos, seu filho pode ter feito algo que representasse uma ameaça ao cãozinho. Mexer nas vasilhas de água e comida, nos brinquedos do cão, na cama, por exemplo", completa. Por isso, é fundamental ensinar o bebê a respeitar o espaço e os objetos do pet, assim como o peludo precisa entender os limites dos humanos.

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