Nova descoberta pode facilitar o diagnóstico do câncer de ovário, que vitimou a atriz Márcia Cabrita

Por meio de um simples exame de sangue pode ser possível descobrir o tumor nos ovários em fase inicial

por Encontro Digital 10/11/2017 11:32

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Fabrício Mota/TV Globo/Divulgação
O câncer no ovário, como o que vitimou a humorista Marcia Cabrita, da Rede Globo, é de difícil detecção (foto: Fabrício Mota/TV Globo/Divulgação)
Um estudo feito no Reino Unido mostrou que quase 90% dos casos de câncer de ovário, como o que vitimou a atriz e comediante Márcia Cabrita, que ficou famosa como a empregada Neide Aparecida, no programa Sai de Baixo, da Rede Globo, podem ser diagnosticados precocemente com a ajuda apenas de um exame de sangue. A pesquisa feita pela Universidade College London durou 14 anos e foi publicada na revista científica Journal of Clinical Oncology. Os primeiros resultados comprovam que os tumores ovarianos liberam no sangue altos níveis de uma substância química chamada CA125.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura. Quando descobertos, aproximadamente três quartos já estão em estágio avançado. Em 2014, por exemplo, foram mais de 5,6 mil novos casos, com mais de três mil mortes, de acordo com o levantamento do Ministério da Saúde.

Os epsquisadores britânicos fizeram exames anuais de rastreio em cerca 46 mil mulheres com 50 anos ou mais de idade para detectar o nível do CA125. Em torno de 86% dos cânceres detectados nessas mulheres foram descobertos no início. A porcentagem é quase duas vezes maior do que a registrada em outros métodos de rastreio de câncer de ovário, segundo a pesquisa.

De acordo com o patologista clínico Helio Magarinos Torres Filho, o estudo mostra que os marcadores sorológicos conseguiram diagnosticar precocemente o câncer de ovário em casos que normalmente não eram detectados. "Alguns tipos de tumores mais agressivos, quando são detectados, já estão em estágio mais avançado, e a mortalidade é muito alta. Com o diagnóstico precoce, as chances de sobrevida aumentam muito", comenta o especialista.

O médico destaca que a nova técnica descoberta no Reino Unido não deve ser utilizada em todas as mulheres. "Há recomendação para os casos mais suspeitos, quando a paciente tem na família alguém que já teve esse tipo de câncer, quando há a descoberta de alguma estrutura suspeita. Aí, pode-se usar o marcador para se determinar se é um tumor ou se é maligno", esclarece Helio Torre.

(com Agência Brasil)

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