O ano de 2017 é o terceiro mais quente já registrado

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, aumento da temperatura gera efeitos catastróficos

por Encontro Digital 06/11/2017 14:16

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(foto: Pixabay)
Um estudo apresentado nesta segunda-feira, dia 6 de novembro, pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada à ONU, indicou que 2017 pode ser um dos três anos mais quentes já registrados, similar a 2015 e abaixo apenas de 2016. A informação é da agência espanhola de notícias EFE.

A versão provisória da Declaração sobre o Estado do Clima Mundial da OMM destaca, além disso, os vários episódios climáticos de efeitos devastadores deste ano, como furacões e inundações, ondas de calor e secas, e alerta para o aumento dos principais indicadores do aquecimento global a longo prazo, como as emissões de gases do efeito estufa e a alta do nível do mar.

"Como consequência do intenso episódio do El Niño, é provável que o ano de 2016 continue sendo o mais quente já registrado, com 2017 e 2015 em segundo e terceiro lugares, respectivamente. O período de 2013 a 2017 será o quinquênio mais quente dos que se tem registro", afirma o relatório, publicado por conta da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 23), que está sendo realizada na Alemanha.

"Consequências catastróficas"

De janeiro a setembro de 2017, "foi registrada uma temperatura média global de aproximadamente 1,1º C acima dos níveis pré-industriais", indica em comunicado a OMM. Os cientistas concordam que uma alta de mais de 2º C teria consequências catastróficas para o planeta. "Os últimos três anos estiveram entre os três mais quentes quanto a registros de temperaturas. É parte da tendência ao aquecimento a longo prazo", comenta Petteri Taalas, secretário-geral da OMM.

Ele adverte que, neste ano, ocorreram "fenômenos meteorológicos extraordinários", como "temperaturas acima dos 50º C na Ásia, furacões sem precedentes no Caribe e no Atlântico que chegaram até a Irlanda, devastadoras inundações de monção que afetaram milhões de pessoas, e uma seca implacável na África oriental".

Segundo Tallas, muitos destes episódios apresentam "sinais reveladores da mudança climática" devido ao "aumento das concentrações de gases do efeito estufa resultantes da atividade humana".

(com Agência EFE e Agência Brasil)

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