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Estado de Minas COMéRCIO

Pesquisa da Fecomércio mostra que grande parte dos belo-horizontinos compra produto pirata

De acordo com o levantamento, 61% dos consumidores dizem já ter comprado algum item ilegal


postado em 29/11/2017 12:52 / atualizado em 29/11/2017 13:09

Segundo uma pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio), 61% dos consumidores de Belo Horizonte já adquiriram algum produto pirata, sendo que a última aquisição ocorreu nos últimos 12 meses, em 41% dos casos. Além disso, para a maioria (83,2%), o preço mais baixo é a principal justificativa para a aquisição desse tipo de produto ilegal.

Conforme a Fecomércio, a intenção do estudo é analisar a disposição do cidadão em adquirir esses itens, bem como a avaliação das consumidores em relação a eles. "Na atual conjuntura econômica, principalmente com o alto desemprego e a queda na renda, é perceptível um aumento da oferta de produtos falsificados ou que violam, de alguma forma, as leis de propriedade intelectual e direitos autorais. Ao longo dos anos, na tentativa de economizar, as famílias têm recorrido a itens cujos valores são mais baixos e que, em muitos casos, têm origem incerta", comenta Guilherme Almeida, economista da Fecomércio.

No entanto, o especialista destaca que grande parte dos clientes não percebe claramente os impactos negativos dessa escolha, tanto para si quanto para a estrutura das empresas e, consequentemente, para o mercado formal. "A estimativa do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade é de que as perdas dos setores empresariais e dos governos federal, estadual e municipal geradas pela sonegação fiscal representem, aproximadamente, R$ 115 bilhões ao ano. Além disso, a vítima pode ser o próprio consumidor, que é lesado com uma compra de baixa qualidade e sem qualquer garantia", afirma Guilherme.

O levantamento da Fecomércio MG mostra que, enquanto grande parte dos belo-horizontinos entende que a pirataria prejudica o fabricante ou o artista (93,3%), alimenta a sonegação de impostos (90,1%) e compromete o faturamento do comércio (87,6%), quase a metade (44,5%) deixa de associá-la ao desemprego, e 71,4% não acreditam que baixar filmes, músicas e jogos da internet seja crime, em caso de uso pessoal. No entanto, vale lembrar que as pessoas quem compram produtos piratas podem responder por receptação – a infração está prevista no Artigo 180 do Código Penal.

Entre os itens ilegais mais adquiridos pelos consumidores de BH estão os CD's e DVD's, que foram adquiridos por 65,2% dos entrevistados. Na sequência, aparecem roupas (18,9%), relógios (11,5%), bolsas e mochilas (11,1%), calçados (8,6%) e brinquedos (7,8%).

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