Presidente da Petrobras diz que aumento no preço da gasolina é culpa dos impostos

Segundo Parente, de outubro de 2016 a outubro de 2017, combustível variou 22,1%, sendo que só 1,4% diz respeito à nova política da empresa

por Encontro Digital 14/11/2017 14:25

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(foto: Pexels)
Segundo Pedro Parente, presidente da Petrobras, entre os dias 15 de outubro de 2016 e 31 de outubro de 2017, a variação de preços dos combustíveis em virtude da nova política da empresa estatal ficou em 1,4%. No entanto, se for levada em consideração a alteração dos tributos, o percentual de variação do preço da gasolina sobe para 22,1%. "Acho importante trazer este dado para mostrar que, realmente, a grande variação de preços que aconteceu não tem nenhuma ligação maior com a nova política, e sim, com o aumento de tributos do governo federal", comenta o gestor, durante entrevista coletiva concedida na sede da Petrobras nesta terça, dia 14 de novembro.

Pedro Parente acrescenta que a política de preços adotada pela companhia, que permite ajuste diário no valor dos derivados no mercado internacional, ajudou ainda a não aumentar as importações de combustíveis. "Se, eventualmente, não estivéssemos praticando a política, o que a gente poderia ver era um estímulo maior a importações. Portanto, um market share [participação de mercado] ainda mais reduzido em relação àquele que temos hoje. Não há nenhuma dúvida do acerto dessa política de reajustes diários, e se ela não estivesse existindo, o que a gente poderia estar vendo, na realidade, seria um estímulo maior à importação. Com essa política, nós conseguimos manter esta situação no nível em que está, embora, obviamente, como qualquer empresa, desejamos um market share maior", diz o presidente da Petrobras.

Dividendos

A estatal do petróleo ainda vai avaliar o pagamento de dividendos aos acionistas em 2017. De acordo com Ivan Monteiro, diretor da Área Financeira e de Relacionamento com Investidores, vai depender do resultado final da empresa. "A companhia sempre declarou que, se o resultado final for positivo, sim, a companhia pagará dividendos. Tem que esperar o final do ano", comenta, sem querer indicar qual é a perspectiva.

Desempenho

O diretor destaca ainda a mudança no perfil de endividamento da Petrobras e afirma que, graças ao trabalho que vem sendo feito, além de alongar o período de vencimento da dívida, houve redução no custo financeiro. "Essa mudança do perfil, gera muita tranquilidade com a posição de caixa da companhia. A companhia tem caixa suficiente. A Petrobras poderia ficar, praticamente, três anos sem ir a mercado [para buscar capitalização], comparando o valor do principal com o que temos em nosso caixa", diz Ivan Monteiro.

(com Agência Brasil)

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