Praticar musculação após um infarto ajuda a proteger o coração

A descoberta dos benefícios da atividade física de força foi feita por um pesquisador brasileiro

por Da redação com assessorias 27/11/2017 12:48

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Esqueça os remédios: a melhor forma de proteger o coração de quem teve infarto é a musculação, segundo um estudo feito no Brasil (foto: Pixabay)
Pessoas que foram vítimas do infarto, agora, acabam de ganhar uma boa notícias: um estudo comprova que exercícios físicos ajudam na recuperação imediata do coração após o ataque cardíaco. Segundo a pesquisa realizada pelo professor Leandro Gonçalves, da Faculdade Drummond, de São Paulo, a atividade física no estilo musculação deve ser iniciada o mais rápido possível após o infarto, para que o remodelamento cardíaco seja positivo.

O estudo paulista mostra que o remodelamento cardíaco começa imediatamente após o infarto e progride até se tornar, futuramente uma insuficiência cardíaca, podendo, com o tempo, resultar até em morte súbita.

Nos testes realizados com cobaias, o treinamento resistido (musculação) mostrou-se extremamente eficaz na restauração da função cardíaca, prevenindo, inclusive, futuros ataques cardíacos ou novos infartos devido ao aumento da vascularização no coração provocada pelo exercício.

"O exercício físico tem um efeito significante sobre o tamanho, aspecto e função do coração. Pudemos concluir que a atividade física moderada se mostra eficiente na melhora do remodelamento cardíaco, atuando na reconstrução da área infartada", comenta Leandro Gonçalves.

A teoria, ainda inédita na literatura mundial, foi desenvolvida com base no treinamento de ratos jovens e que passaram por uma cirurgia onde era provocado o infarto do miocárdio. Um dia após a operação, as cobaias foram divididas em grupos que se exercitavam com dias de treinamentos diferentes. A pesquisa ficou restrita aos bichos que treinaram sete dias, subindo escada com pesos de chumbo presos na cauda, representando 75% do peso do animal.

"Programas de reabilitação cardíaca geralmente são idealizados com exercícios aeróbicos [como caminhadas e bicicleta], no entanto, o treinamento resistido, com força, focado na hipertrofia, já demonstrou ser uma conduta não farmacológica útil, segura e capaz de melhorar a capacidade funcional desses pacientes", afirma o professor.

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