Prefeitura de Belo Horizonte apresenta plano ação de manejo das capivaras da Pampulha

O trabalho de captura, desinfestação e esterilização começa nesta semana

por Encontro Digital 20/11/2017 10:35

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Carlos Avelin/PBH/Divulgação
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, as capivaras que habitam a região da Pampulha serão capturadas, receberão carrapaticida, serão esterilizadas e devolvidas para a orla da lagoa (foto: Carlos Avelin/PBH/Divulgação)
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), o manejo das capivaras existentes na orla da Lagoa da Pampulha, região norte da capital mineira, deve começar nesta semana. Em entrevista coletiva realizada na sexta-feira, dia 17 de novembro, o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, apresentou as ações para os próximos meses de trabalho. Segundo ele, 15 profissionais de diversas formações, entre biólogos e médicos veterinários com especialização em cirurgia e anestesia, estão envolvidos nos procedimentos de captura. "O contêiner onde serão realizadas as cirurgias já está instalado dentro do Parque Ecológico. Ele já foi adaptado, recebeu piso novo e equipamentos modernos", diz Werneck.

Conforme a PBH, os responsáveis técnicos começaram o monitoramento e a contagem dos roedores no dia 27 de outubro. Leonardo Maciel, coordenador de Defesa dos Animais da secretaria municipal de Meio Ambiente, afirma que a estimativa é que existam entre 85 e 100 capivaras em toda a orla da Pampulha. "A equipe técnica está terminando o monitorando dos animais, que consiste em saber onde as famílias se encontram e onde serão montadas as cevas para capturas. Iremos, agora, partir para o próximo passo, que é o contato direto com os animais e a cirurgias de esterilização", comenta Leonardo.

O coordenador explica ainda que, como parte do plano de manejo, as capivaras continuarão habitando a orla da lagoa. Os roedores serão capturados, operados e, após receberem aplicação de carrapaticidas e a instalação de um chip, deverão ser soltos novamente em até 72h após os procedimentos.

O secretário Mário Werneck lembra que o valor investido em todo o processo da esterilização das capivaras é fruto de compensação ambiental. "São R$ 500 mil da inciativa privada. O prefeito Alexandre Kalil liberou esse recurso depois de fazer uma análise categórica de onde será empregado esse dinheiro dentro do plano de ação das capivaras", diz. A assinatura do contrato com a empresa responsável pela cirurgia das capivaras foi feita no dia 25 de outubro com a previsão de término em até 12 meses.

Plano de ação

De acordo com a PBH, está sendo realizado um trabalho de controle da febre maculosa na Pampulha. Ela lembra que as capivaras não são os únicos animais hospedeiros do carrapato-estrela, transmissor da doença causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. Cavalos, cães, bovinos e aves também podem transportar o carrapato.

As ações previstas pela prefeitura incluem:

  • Aplicação de carrapaticida nos cavalos que frequentam a Lagoa da Pampulha

  • Pesquisa acarológica (análise dos carrapatos) para mapear áreas onde há maior concentração dos bichos para aplicação de carrapaticida

  • Corte e manutenção da grama baixa para evitar a proliferação de carrapatos

  • Esterilização dos roedores: segundo a PBH, a opção pela esterilização das capivaras e não a castração se deve porque a vasectomia e a ligadura de trompas não acabam com o instinto reprodutivo dos animais. Com isso, eles de mantêm territorialistas e não deixam novos roedores se aproximarem

  • As capivaras serão capturas e operadas dentro do contêiner instalado no Parque Ecológico da Pampulha. Após a cirurgia, aplicação de carrapaticidas, e instalação de um chip, em até 72h elas serão soltas novamente na orla da lagoa

  • Instalação de placas de orientação na Pampulha sobre os riscos do carrapato-estrela e distribuição de panfletos informativos

  • A secretaria municipal de Saúde tem orientado os médicos para o rápido diagnóstico de febre maculosa

(com portal da PBH)

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