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Estado de Minas ECONOMIA

Segundo a CDL, comércio de Belo Horizonte já vê melhora nas vendas

A alta do comércio chegou a 2,23% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2016


postado em 14/11/2017 11:06 / atualizado em 14/11/2017 11:06

O comércio de Belo Horizonte já sente uma melhora no desempenho econômico. A queda da inflação e da taxa de juros, o decréscimo do desemprego no 2º trimestre de 2017 e a desaceleração na queda da renda real estão contribuindo para o aumento do otimismo no setor varejista. Prova disto é que, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), as vendas registraram alta de 2,23% em setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado. Para Bruno Falci, presidente da CDL/BH, "a inflação e os juros estão em queda, o que impacta de forma positiva na renda das famílias. E, com mais recursos disponíveis, as pessoas voltam a consumir".

Conforme a entidade varejista, todos os setores apresentaram crescimento, na mesma base de comparação. São eles: veículos e peças (+2,73%); artigos diversos, que incluem acessórios em couro, brinquedos, óticas, material esportivo, computadores e artefatos ( 2,60%); vestuário e calçados ( 2,53%); móveis e eletrodomésticos ( 2,38%); papelarias e livrarias ( 1,68%); drogarias e cosméticos ( 1,55%); supermercados ( 1,38%); e material elétrico e de construção ( 0,73%).

O índice real de vendas apresentou crescimento de 0,43% em setembro deste ano, na comparação com o mês imediatamente anterior. De acordo com a CDL/BH, o resultado é explicado pela constante redução da inflação – 0,16% em setembro e 0,19% em agosto, segundo dados do IBGE – e a redução do desemprego de 1,3 pontos percentuais de um trimestre para outro (passou de 13,2% para 14,5 %). "Além disso, houve a entrada de capital extra na economia via 13º salário dos aposentados, o que contribuiu para o comportamento positivo dos consumidores e impulsionou as vendas de setembro", analisa Bruno Falci.

Porém, no acumulado do ano, as vendas apresentaram decréscimo de 0,12% em comparação com o mesmo período de 2016. Para o presidente da CDL/BH, mesmo com o resultado negativo, é possível observar uma desaceleração no ritmo da queda nessa base de comparação. "A taxa de desemprego e de juros em diminuição, aliados à melhora dos indicadores de inflação possibilitaram a desaceleração da queda", esclarece Falci.

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