Anvisa esclarece a polêmica da vacina Dengvaxia

Laboratório Sanofi-Pasteur divulgou os riscos do imunizante para quem nunca foi exposto à dengue, e causou polêmica

por Encontro Digital 06/12/2017 09:14

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A Anvisa aproveitou a polêmica gerada pela vacina Dengvaxia, contra a dengue, do laboratório Sanofi-Pasteur, para esclarecer algumas dúvidas dos brasileiros (foto: Pexels)
No início de dezembro, o laboratório francês Sanofi-Aventis, fabricante da vacina Dengvaxia, contra a dengue, apresentou informações sobre um estudo complementar no qual foram comparadas pessoas vacinadas, já infectadas pela doença, com pessoas soronegativas (sadias). Os grupos foram acompanhados durante seis anos desde a primeira dose. Os dados preliminares mostraram que aqueles que não haviam sido infectados pela dengue antes de receber a vacina, teriam mais chances de desenvolver as formas mais graves da doença se fossem picadas pelo mosquito Aedes aegypti contaminado.

A partir de então, surgiram muitas dúdivas nos brasileiros e em dievrsos países, especialmente das regiões tropicais, que usam essa forma de imunização contra a dengue.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a recomendação é que pessoas soronegativas, ou seja, quem nunca tiveram contato com o vírus da dengue, não devem tomar a Dengvaxia.

Aproveitando o momento, a Anvisa responde algumas dúvidas sobbre a vacina e a polêmica que surgiu com o estudo divulgado pela Sanofi-Pasteur:

Qual a recomendação da agência em relação à Dengvaxia?
A recomendação é que pessoas que nunca tiveram contato com o vírus não tomem a vacina. "Trata-se de uma precaução, pois os dados preliminares desse estudo complementar não são conclusivos. Em outras palavras, estatisticamente falando, ainda não está confirmado se existe o aumento de risco na faixa etária para a qual a vacina é indicada, ou seja de 9 a 45 anos", diz a Anvisa. Para quem mora em áreas sem registro de epidemias de dengue, a agência recomenda que as pessoas deixem de toamr o imunizante, pois, certamente, são soronegativas. Já quem vive em áreas endêmicas da doença, devem avaliar, em conjunto com um médico, se podem ou não vacinar, conforme os riscos da doença e os potenciais benefícios da imunização.

Porque esses estudos só surgiram agora?
Segundo a agência, todo medicamento novo continua sendo monitorado e pesquisado depois de receber o registro, mesmo após chegar ao mercado. "Esta fase se chama pós-mercado e serve exatamente para identificar situações não descritas durante a fase de pesquisa clínica, e que são identificáveis apenas com o uso em larga escala e seu acompanhamento de longo prazo". Os dados dos estudos complementares de seis anos foram encaminhados pelo fabricante assim que ficaram prontos. No caso da vacina da dengue, a fase de pesquisa, anterior ao registro, reuniu cerca de 40 mil pessoas de diferentes partes do mundo, inclusive do Brasil. "Porém, mesmo com essa quantidade de pessoas alguns casos aparecem somente quando o medicamento começa a ser utilizado por um grupo maior de pessoas".

Ter tido contato com o vírus é o mesmo que ter ficado doente?
"Não. A maioria das pessoas já infectadas pelos vírus da dengue não sabem disso. Ou seja, há pessoas infectadas pelo vírus, mas que não desenvolvem os sintomas da doença", esclarece a Anvisa.

E o risco para quem já tomou a Dengvaxia?
A agência lembra que quem causa dengue é o vírus, presente na maior parte do Brasil. "Pessoas vacinadas ou não, ao serem picadas por mosquitos infectados, podem ou não apresentar sintomas da doença. O estudo apontou que quem tomou a vacina e nunca teve contato anterior com o vírus pode apresentar um risco 0,5% maior de hospitalização e 0,2% para dengue grave, em comparação com as pessoas vacinadas previamente infectadas".

Tomei a primeira dose da vacina, devo tomar as demais?
Não há dados sobre o risco de doença grave e hospitalização de acordo com o número de doses recebidas. "As pessoas já vacinadas, com uma ou duas doses, devem procurar um profissional de saúde, para avaliar as características da doença na região onde vive, a intensidade de transmissão e a idade, para avaliar o benefício de completar ou não o esquema de vacinação", explica a Anvisa.

Se eu já tive dengue porque tomaria a vacina?
A agência esclarece que a dengue é uma doença causada por quatro sorotipos diferentes, então, mesmo quem já foi infectado e ficou doente, pode adoecer devido a outro sorotipo. "Além disso, a vacina não tem 100% de eficácia contra o vírus, como já consta na bula".

Qual a gravidade da Dengxavia para os soronegativos?
"Na escala de um a quatro, sendo quatro o mais alto, conforme classificação da OMS de 1997, o estudo da Sanofi-Pasteur mostra que a maioria dos casos ficaram entre ume  dois, ou seja, menos graves". A Anvisa afirma que não foram registadas mortes durante os estudos clínicos relacionadas à vacinação e todos os casos se recuperaram com tratamento de rotina.

Porque pessoas já vacinadas podem ter dengue?
A agência deixa claro que nenhuma vacina garante 100% de proteção. "No caso da vacina da dengue, a média é 66% de proteção; a redução de hospitalizações de 80%; e a proteção contra formas mais graves da doença chega a 93% após a terceira dose da vacina".

(com portal da Anvisa)

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