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Estado de Minas ASTRONOMIA

Bactérias da Estação Espacial Internacional não são extraterrestres

Nasa esclarece a informação errada que foi amplamente divulgada na mídia


postado em 06/12/2017 16:51 / atualizado em 06/12/2017 16:57

No início de dezembro, uma notícia chamou a anteção na internet: astronautas da Estação Espacial Internacional (EEI) teriam descoberto micróbios extraterrestres no exterior da aeronave. Essa "descoberta" teria sido feita por cientistas russos do Instituto de Problemas Médico-Biológicos de Moscou, que analisaram amostras de poeira que foram retiradas da parte externa da EEI. Mas, de acordo com Craig Kundrot, da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), não há nada de anormal nesses micro-organismos.

A "descoberta" dos seres vivos "alienígenas", de acordo com o cosmonauta russo Aleksandr Misurkin, apontava a possibilidade de que a vida na Terra podia ter sido trazida do espaço. Só que o que ele havia encotnrado não tinha origem extraterrestre. "Sabemos bem, e há muito tempo, que as bactérias terrestres podem, frequentemente, se depositar no exterior da Estação Espacial Internacional e viver na superfície dela. Elas podem ter sido levadas junto com gases emitidos pela estação, bem como a partir da atmosfera terrestre. Por outro lado, ainda não sabemos o que encontraram exatamente os nossos colegas, porque ainda não nos foram apresentados dados ou amostras", esclarece Craig Kundrot, em comunicado da Nasa enviado à imprensa.

Ou seja, os micróbios que supostamente vinham de outros locais do Sistema Solar, na verdade, têm origem terrestre e já são conhecidos dos astrônomos e cientistas da Nasa.

Quem concorda com a explicação de Kundrot é o cientista russo Vladimir Sychev, que é o chefe de projetos da Roscosmos (Agência Espacial Federal Russa). "Há anos são recolhidas amostras do exterior da EEI, nas partes que não recebem os raios do Sol. É natural que eles, frequentemente, encotnrem micróbios. Estes micro-organismos, por regra, surgem na estação vindos da atmosfera exterior. Parte deles se instala e sobrevive aí. Isso não é nada surpreendente, porque o espaço sem ar é menos agressivo para alguns organismos do que a atmosfera com oxigênio", explica o cientista.

(com Agência Sputnik)

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