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Estado de Minas ECONOMIA

Mercado espera que taxa Selic caia para 7% ao ano

A taxa básica de juros será avaliada pelo Copom, do Banco Central, na próxima quarta, dia 6 de dezembro


postado em 04/12/2017 10:51 / atualizado em 04/12/2017 11:03

O mercado financeiro brasileiro espera que, nesta semana, a taxa básica de juros, a Selic, chegue ao menor nível da história. A expectativa das instituições financeiras é que a taxa seja reduzida de 7,5% ao ano para 7% ao ano, na última reunião de 2017 do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), que será realizada na quarta, dia 6 de dezembro.

Se for confirmada a redução, será o décimo corte seguido na taxa Selic. Em outubro, o Copom reduziu, por unanimidade, a taxa de juros em 0,75 ponto percentual, de 8,25% para 7,5% ao ano. Com essa redução, a taxa se igualou ao nível de maio de 2013.

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25%, ao ano, em julho de 2015, patamar mantido nos meses seguintes. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

Redução

Outro fator que vai influenciar o movimento do mercado são as eleições no próximo ano, a depender de quem serão só candidatos e quais estarão à frente nas pesquisas. "Isso pode trazer preocupações", comenta Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade.

Mesmo assim, Oliveira afirma acreditar que há alguma chance de o Copom voltar a reduzir a Selic no início de 2018 para 6,75%, porque ainda há 12,7 milhões de desempregados no país, o que reduz a pressão sobre o consumo.

Mas, na avaliação do especialista, essa taxa deve voltar a subir no meio do ano. "Vai subir pouco: 0,25 ponto percentual. Não vamos mais voltar ao que tinha no passado", prevê Miguel Oliveira.

Selic

Segundo o especialista, consumidores e empresas ainda não têm o que comemorar com as reduções da Selic. Isso porque a diferença entre a taxa e os juros cobrados nos empréstimos aos consumidores ainda é grande. "Só teremos uma queda efetiva e mais acentuada para os consumidores e empresas quando tivemos um ambiente de redução da inadimplência e uma melhora do quadro de desemprego, que reduz o risco. As taxas de juros ficarão por um tempo em patamares elevados", acrescenta Oliveira.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, a tendência do Copom é baratear o crédito e incentivar a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

com Agência Brasil)

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