Nova cirurgia vai ajudar pacientes com diabetes do tipo 2

A cirurgia metabólica foi autorizada pelo Conselho Federal de Medicina

por Correio Braziliense 11/12/2017 12:48

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(foto: Pixabay)
Uma boa notícia para quem sofre com o diabetes do tipo 2: o Conselho Federal de Medicina (CFM) acaba de divulgar os critérios para a realização da cirurgia metabólica no combate à doença, por meio da Resolução 2172/2017. Até então, a técnica cirúrgica era usada apenas como experimento.

Para se submeterem à cirurgia, os pacientes devem ter o Índice de Massa Corporal (IMC), ou seja o peso dividido pela altura ao quadrado entre 30 e 34,9. Além disso, a pessoa deve ter tido resultado insatisfatório com o tratamento clínico tradicional e idade mínima de 30 anos e máxima de 70. O diagnóstico de diabetes tipo 2 deve ter sido dado a menos de 10 anos.

Com a nova resolução do CFM, a expectativa é que haja uma redução nas taxas de morbidade e mortalidade no Brasil por meio do controle da doença metabólica.

Segundo Ricardo Cohen, diretor do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, a cirurgia não exclui a necessidade de uso de remédios para evitar a volta da doença e é a última opção a ser considerada. "Essa cirurgia é feita em mais de 50 países do mundo. A longo prazo, promove perda de peso, que além de melhorar a qualidade de vida do indivíduo, deixa as células gordurosas mais sensíveis à ação da insulina", comenta o especialista.

A indicação da cirurgia terá de ser feita por dois médicos endocrinologistas, juntamente com laudo que comprove o não sucesso do tratamento por remédios orais e injetáveis, além de mudança no estilo de vida do paciente.

Há dois tipos de cirurgia metabólica: por derivação gastrojejunal; e gastrectomia vertical. Elas funcionam por meio de mecanismos que fazem o pâncreas do indivíduo "acordar" e produzir insulina. Com isso, os tecidos diminuem a resistência à ação da substância que quebra a glicose no organismo. A cirurgia só poderá ser feita em hospitais de grande porte, com UTI e equipe multidisciplinar.

Vale dizer que o diabetes do tipo 2 alcançou o status de epidemia e é uma das principais causas de acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal e cegueira. No Brasil, o número de diabéticos em 2015, com idade entre 20 e 79 anos, atingiu a marca de 14,3 milhões. Em 2040, a expectativa é de que afete 23,3 milhões de brasileiros.

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